Índia persegue grupo que reivindicou atentados que deixaram 20 mortos

As autoridades indianas iniciaram neste domingo uma perseguição ao grupo extremista islâmico que reivindicou os cinco atentados que deixaram pelo menos 20 mortos e quase 100 feridos no sábado em um bairro elegante de Nova Délhi.

AFP |

O governo federal celebrou uma reunião para discutir as medidas de emergência que devem ser adotadas e a imprensa informou que a polícia prendeu vários suspeitos nas últimas horas.

"Temos indícios fundamentais, indícios positivos", afirmou o porta-voz da polícia da capital, Rajan Bhagat, que confirmou o saldo dos atentados à AFP: 20 mortos e 98 feridos.

Cinco bombas explodiram de maneira sincronizada em vários mercados lotados da capital e a polícia anunciou ter encontrado e desativado outros quatro artefatos, um deles no Portal da Índia, um dos maiores monumentos do país e um dos principais ponto turísticos da capital.

O grupo Mujahedines Indianos reivindicou os atentados em um e-mail.

"Em nome de Alá, os Mujahedines Indianos voltaram de novo. Façam o que quiserem. Detenham-nos se puderem", afirma a mensagem.

Pouco se conhece sobre as origens do grupo, que já reivindicara o atentado de julho que matou 45 pessoas em um centro comercial na cidade de Ahmedabad (oeste).

Os serviços de inteligência suspeitam que o grupo pode ser composto por membros de outras organizações islâmicas proibidas pelo governo nos últimos anos, como o Movimento de Estudantes Islâmicos da Índia.

O país se encontra em alerta máximo, com medidas de segurança extremas nos aeroportos, estações de trem e centros urbanos.

bur-nr/fp

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