Índia liga serviço secreto do Paquistão aos atentados de Mumbai

Nova Délhi, 5 fev (EFE).- O secretário de Assuntos Exteriores da Índia, Shiv Shankar Menon, vinculou diretamente o serviço secreto paquistanês ao massacre terrorista de Mumbai, em discurso divulgado hoje pelo Governo.

EFE |

Esta é a primeira vez que o Governo indiano liga de forma tão explícita e com uma retórica tão dura a agência paquistanesa ao ataque terrorista do fim de novembro do ano passado, que teve saldo de 179 mortos.

"Os responsáveis pelos ataques planejaram, treinaram e cometeram a ação diretamente do Paquistão, enquanto seus organizadores foram e continuam sendo clientes e criações do serviço secreto paquistanês", apontou Menon em conferência entre membros da pasta de Assuntos Exteriores em Paris.

No discurso, divulgado hoje, Menon usou palavras duras em referência ao Paquistão, afirmando que a Índia está "ao lado do epicentro do terrorismo internacional e sofre diretamente as consequências dos vínculos e relações entre os terroristas".

Ele pediu a ajuda da comunidade internacional e solicitou que os países não vendam armas ao Paquistão - algo que, segundo ele, seria como "oferecer uísque a um alcoólatra".

Menon lamentou que, dois meses depois do atentado e um após a Índia entregar ao Paquistão um dossiê com "provas que ligam os ataques a elementos do país", Nova Délhi ainda espere uma resposta.

As autoridades paquistanesas anunciaram para esta semana um relatório sobre o ataque, mas a apresentação ainda não ocorreu e a imprensa vem especulando bastante sobre seu conteúdo.

O embaixador do Paquistão no Reino Unido, Wajid Shamsul Hassan, assegurou no último dia 30 que, segundo investigações, o território do país "não foi usado para planejar" o massacre.

Segundo as últimas informações apuradas pela imprensa paquistanesa, o relatório poderia sugerir o envolvimento de um grupo terrorista bengalês ou uma "rede internacional" fundamentalista.

A Índia responsabiliza a organização paquistanesa Lashkar-e-Toiba pelo massacre, ao passo que o primeiro-ministro do país, Manmohan Singh, assegurou que o atentado contou com o apoio de alguma agência oficial paquistanesa, em clara referência ao serviço secreto. EFE amp/dp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG