Índia homenageia vítimas de ataque em 2001 contra Parlamento

Nova Délhi, 13 dez (EFE).- A Índia prestou hoje homenagem às vítimas do ataque terrorista contra o Parlamento ocorrido em 2001, atribuído ao grupo islâmico Lashkar-e-Toiba (LeT), o mesmo acusado por Nova Délhi pelos recentes atentados em Mumbai.

EFE |

Segundo a agência "PTI", a presidente do governante Partido do Congresso, Sonia Gandhi; o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, e o líder da oposição, L.K. Advani, entre outros, colocaram flores diante da placa que indica o local onde membros das forças de segurança perderam a vida.

No ataque, morreram cinco policiais locais, uma agente paramilitar e dois guardas de segurança do Parlamento, além de um jardineiro, um jornalista e os cinco terroristas que protagonizaram a ação.

A Índia, governada então pelo conservador Partido Bharatiya Janata, protagonizou durante os meses seguintes ao ataque a última crise bélica com sua potência nuclear vizinha, o Paquistão, que incluiu o deslocamento de tropas à fronteira, mas no fim não foi aberto nenhum conflito militar.

Ao inaugurar uma conferência sobre terrorismo, Singh disse hoje que o Governo e as autoridades locais "têm o dever moral de atuar firme e rapidamente" contra o "extremismo".

"Os covardes ataques em Mumbai seguem um padrão que se transformou em familiar demais. Há uma tentativa organizada das forças inimigas da liberdade e da paz em nossa região de destruir a democracia indiana batendo em suas raízes", disse, segundo um comunicado governamental.

Como fez em 2001, o Governo indiano pediu ao Paquistão, após os atentados de Mumbai, a entrega de dezenas de supostos terroristas para julgá-los em seu território, mas, desta vez, as tropas de ambos os Exércitos não se movimentaram, apesar da escalada de tensão verbal entre os dois países.

Diante da pressão internacional, liderada pela Índia, Islamabad ilegalizou a organização caxemiriana Jamaat-ud-Dawa (JuD), suposta colaboradora do LeT, fechou escritórios do grupo, deteve dezenas de ativistas e colocou em prisão domiciliar o líder do JuD, Hafiz Mohammed Said. EFE amp/an

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