Índia e Paquistão trabalharão juntos contra terrorismo, dizem premiês

Os premiês da Índia e do Paquistão afirmaram, nesta quinta-feira, que os dois países vão trabalhar juntos para combater o terrorismo. Após uma reunião no Egito, o primeiro-ministro do Paquistão, Yousuf Raza Gilani, e seu colega indiano, Manmohan Singh, afirmaram que a luta contra esta principal ameaça não deve estar ligada às negociações de paz mais amplas entre os dois governos.

BBC Brasil |

AP

Singh (direita) cumprimenta premiê paquistanês, Gilani,
em encontro para discutir medidas contra o terrorismo

A tensão entre os dois países - que já se enfrentaram em duas guerras - voltou a aumentar em novembro de 2008, depois dos ataques que mataram 173 pessoas em Mumbai, na Índia.

O governo indiano acusou militantes baseados no Paquistão, membros do grupo ilegal Lashkar-e-Taiba, de serem os responsáveis pelos ataques.

O Paquistão admitiu que parte do ataque foi planejado em seu território e prometeu fazer todo o possível para levar os suspeitos a julgamento.

Reunião

A reunião desta quinta-feira - que ocorreu paralelamente à cúpula do Movimento dos Países Não Alinhados, sediada no Egito - foi a terceira entre os dois governos desde os ataques de novembro em Mumbai, que paralisaram as negociações de paz entre as duas potências nucleares.

"Os dois líderes confirmaram sua decisão de combater o terrorismo e cooperar um com o outro para este objetivo", afirmaram os líderes em uma declaração conjunta divulgada após a reunião.

O primeiro-ministro Singh reiterou ainda a necessidade "de levar à Justiça" os responsáveis pelos ataques em Mumbai e o primeiro-ministro Gilani garantiu que o Paquistão "fará tudo o que estiver ao seu alcance no que diz respeito a este assunto".

Na declaração conjunta, os dois líderes ainda afirmaram que o "Paquistão forneceu um dossiê atualizado a respeito do progresso das investigações sobre os ataques a Mumbai".

Singh e Gilani também concordaram em "dividir informações confiáveis e em tempo real a respeito de qualquer ameaça terrorista no futuro".

Momentos depois da divulgação da declaração conjunta, no entanto, o premiê indiano afirmou que o diálogo entre os dois países "não pode começar antes que os chefes terroristas que abalaram Mumbai sejam julgados apropriadamente e os responsáveis por este crime horrível sejam levados à Justiça".

Na semana passada, o governo do Paquistão afirmou que o julgamento dos cinco homens suspeitos de envolvimento com o ataque em Mumbai deveria começar nesta semana.


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