Índia e Paquistão abrem passagens fronteiriças na Caxemira

Nova Délhi, 21 out (EFE) - As autoridades da Índia e do Paquistão abriram hoje para o tráfego de mercadorias, pela primeira vez desde 1947, duas passagens fronteiriças da região da Caxemira, disputada pelos dois países, informaram hoje as agências de notícias indianas. Os primeiros a atravessar a Linha de Controle que separa ambos os países e divide a Caxemira em duas foram 13 caminhões indianos enfeitados com guirlandas e carregados de tapetes, maçãs, nozes, amêndoas, cogumelos pretos e artigos de papel machê. As autoridades deram sinal verde para a abertura de duas passagens: a rota do Jhelum, entre as capitais de Muzaffarabad (Paquistão) e Srinagar (Índia) e a conexão entre os setores de Rawlakote (Paquistão) e Punch (Índia). Na parte indiana, o governador regional, N.N.

EFE |

Vohra, deu o disparo inicial para a saída das mercadorias, em um ato presenciado por centenas de pessoas vestidas com suas melhores roupas, informou a agência indiana "Ians".

Alguns usaram tambores para marcar a data e passar energias positivas aos caminhoneiros indianos em sua trajetória, à espera da chegada dos paquistaneses.

"O comércio pode resolver todos os problemas políticos. O comércio na estrada entre Srinagar e Muzzafarabad deve continuar para que as fronteiras se tornem irrelevantes", declarou à "Ians" o presidente da associação de cultivadores do norte da Caxemira, Gulam Rasul.

A abertura do trânsito de mercadorias era uma das medidas recomendadas pelos grupos de trabalho bilaterais entre Índia e Paquistão, dois países que travaram várias guerras desde a independência e partilha de ambos, em 1947, pelo controle da região.

O comércio recolhe uma lista de 21 artigos já aprovados, embora os veículos tenham uma restrição de carga de uma tonelada e meia devido à capacidade da ponte que divide os dois países.

A abertura da estrada foi decidida pelo presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, e pelo primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, durante uma reunião realizada no mês passado, em Nova York.

Segundo o acordo, os caminhões poderão entrar 20 quilômetros no território do outro país, onde depositarão a carga em outros veículos que a levarão para seu destino. EFE daa/fh/db

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