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Índia e Japão fecham plano de ação para cooperação em segurança

Nova Délhi, 29 dez (EFE).- A Índia e O Japão anunciaram hoje o fechamento de um plano de ação para reforçar a cooperação em matéria de segurança e na luta antiterrorista, e discutiram vias de colaboração em energia nuclear de uso civil.

EFE |

Em declaração conjunta, assinada durante a primeira visita oficial à Índia do chefe do Governo japonês, Yukio Hatoyama, os dois países decidiram melhorar a troca de informação em segurança e estabelecer um diálogo anual entre ministros de Assuntos Exteriores, assim como a realização de reuniões periódicas entre seus ministros da Defesa.

Também decidiram realizar exercícios militares conjuntos, promover a cooperação em segurança litorânea e estabelecer um mecanismo de troca de informação de inteligência e colaboração técnica na luta contra o terrorismo.

Os dois países decidiram continuar o diálogo para a reforma e ampliação do Conselho de Segurança da ONU, assim como sobre o desarmamento e a não-proliferação nuclear.

O plano de ação em segurança fechado durante a visita de Hatoyama à Índia se baseia em uma declaração assinada pelos dois países em outubro do ano passado.

O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, e o chefe do Governo japonês, que chegou à Índia no domingo, concederam uma entrevista coletiva conjunta ao final de uma reunião de pouco mais de uma hora na capital indiana.

Singh disse que a visita de Hatoyama significou levar as relações entre os dois países "a um novo cenário", e precisou que as conversas abordaram uma ampla categoria de questões como a segurança energética, o terrorismo, o desarmamento e a mudança climática, entre outros.

O primeiro-ministro da Índia disse que "a associação econômica" é a base das relações entre os dois países, que, nos últimos anos, tiveram "uma diversificação significativa", até âmbitos como a defesa e a luta antiterrorista.

O chefe do Executivo japonês expressou seu desejo de que a Índia assine o Tratado de Proibição Completa dos Testes Nucleares (CTBT), e Singh reiterou o compromisso de manter uma moratória de testes atômicos "unilateral e voluntária", e destacou o "histórico impecável" de seu país em não-proliferação.

Em matéria energética, os dois líderes trocaram pontos de vista sobre "o importante papel" que a energia nuclear pode ter como uma fonte "segura, sustentável e não poluente", que pode fazer frente à crescente demanda energética.

"Discutimos sobre cooperação nuclear civil. Isso se transformará em um tema importante no futuro", disse o primeiro-ministro japonês, durante seu comparecimento à imprensa, segundo a agência "Ians". EFE mb/an

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