Nova Délhi, 22 dez (EFE).- O Governo indiano afirmou hoje que o interesse da Índia foi protegido e fortalecido na Cúpula das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP15), que foi realizada em Copenhague, e elogiou o trabalho coordenado de suas autoridades, assim como as de China, África do Sul e Brasil.

"Nosso interesse nacional não só foi protegido, mas fortalecido", disse hoje, em um comparecimento parlamentar, o ministro do Meio Ambiente indiano, Jairam Ramesh, em declarações citadas pela agência "Ians".

Segundo Ramesh, o acordo alcançado em Copenhague não determina obrigações legalmente vinculativas, nem existe um mandato para um novo processo negociador no marco da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês).

A oposição indiana acusou o Governo, liderado pelo Partido do Congresso, de colocar em perigo a soberania do país com suas concessões à comunidade internacional em matéria de luta contra a mudança climática.

A Índia foi à COP15 com a promessa de que reduziria entre 20% e 25% a intensidade de sua poluição em comparação com a produção total do país, mas sem aceitar que esse objetivo seja legalmente vinculativo diante dos demais países.

Após participar da COP15, Ramesh comemorou hoje a coordenação mostrada por seu país com os líderes de Brasil, África do Sul e China (o chamado grupo BASIC) com vistas a fortalecer sua posição negociadora.

"Uma característica notável desta conferência é a forma como o grupo BASIC coordenou sua posição. Os ministros se reuniram muitas vezes durante a conferência. Índia e China trabalharam muito juntas", disse Ramesh.

Segundo o ministro, os BASIC tiveram êxito na hora de garantir que o Plano de Ação de Bali não fosse violado e que as negociações continuassem a partir do Protocolo de Kioto, "apesar das tentativas implacáveis dos países desenvolvidos". EFE daa/pd

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