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Índia diz que Paquistão usa terrorismo como política de Estado

Nova Délhi, 6 jan (EFE).- O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, assegurou hoje que a sofisticação e a precisão militar dos atentados de novembro passado em Mumbai (ex-Bombaim) teve que contar com o apoio de alguma agência oficial paquistanesa e acusou Islamabad de usar o terrorismo como política de Estado.

EFE |

Singh fez essas declarações durante uma conferência sobre segurança nacional, televisionada ao vivo pela imprensa indiana, à qual foram os líderes regionais e o ministro do Interior indiano, P.Chidambaram, entre outras autoridades.

Segundo o premier, o ataque de 26 de novembro em Mumbai, no qual 179 pessoas morreram, tinha o objetivo de "explorar a vulnerabilidade" da Índia.

Singh disse ainda que no último ano o país enfrentou ataques de grupos estrangeiros que em alguns casos atuam em "associação com agências de inteligência hostis".

Fora isso, voltou a responsabilizar pelos atentados de Mumbai o grupo Lashkar-e-Toiba, com base no Paquistão, que pede a anexação da Caxemira ao país onde estão instalados.

O primeiro-ministro reconheceu que a complexidade de garantir a segurança na Índia aumentou nos últimos meses e afirmou que é necessária uma aproximação "integral" para fazer frente à ameaça terrorista.

"Temos que convencer a comunidade mundial de que os países que usam o terrorismo como um instrumento de política externa devem ser isolados", alertou.

O líder indiano pediu a aplicação de uma política de "tolerância zero" contra o terrorismo e destacou como prioridades de seu Executivo a proteção da integridade territorial e da segurança interna.

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