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Índia diz que Paquistão pagará enorme preço caso haja outro atentado

O ministro indiano do Interior, P. Chidambaram, ameaçou neste sábado o Paquistão de que, caso haja outro atentado terrorista semelhante ao de Mumbai, o país vizinho pagaria um enorme preço, embora não tenha declarado diretamente a possibilidade de um ataque militar.

EFE |

Em uma entrevista à emissora privada "NDTV", amplamente repercutida pela imprensa indiana, Chidambaram declarou que Islamabad deve se encarregar de que cidadãos paquistaneses não voltem a atentar contra a Índia.

"O preço que pagariam se isto se repetisse seria enorme", afirmou o recém-nomeado ministro do Interior. "Não disse a palavra 'guerra'", especificou, ao ser questionado sobre até onde iria.

Embora a Índia, que atribui o massacre terrorista de Mumbai do fim de novembro ao grupo caxemiriano Lashkar-e-Toiba, afirme que os terroristas responsáveis ataque são paquistaneses, Islamabad pede provas.

Chidambaram disse ainda que "alguém familiarizado com a inteligência e com as operações de comandos dirigiu a operação. Não se pode tratar de cidadãos não-estatais".

"De fato, presumo que são funcionários do Estado ou ajudados pelo Estado, até que se demonstre o contrário. Foi um crime enorme, que precisou de um planejamento elaborado, redes de comunicações e apoio financeiro. Foi uma operação muito sofisticada", declarou.

Os atentados, que deixaram 179 mortos, "foram planejados do território paquistanês", disse o ministro, que deve visitar Washington na semana que vem.

A respeito da polêmica suscitada sobre a nacionalidade do único detido durante o assalto terrorista a Mumbai - que Islamabad afirma não haver provas de que seja paquistanês -, Chidambaram sugeriu a possibilidade de comparar o DNA de Ajmal Amir Kasab com o de seu pai para demonstrar que é paquistanês.

"Seu DNA está disponível. Se alguém comparar os dois, ficará claro quem estava no certo e quem não", desafiou.

A Índia e o Paquistão trocam acusações e exigências desde os atentados de Mumbai e, enquanto o Exército paquistanês decidiu deslocar um número limitado de tropas até agora "não-operativas" à fronteira entre os países, Nova Déli disse que seu movimento militar na fronteira obedece a "exercícios regulares de inverno (no hemisfério norte)".

No entanto, ambos os governos negaram-se em várias ocasiões a considerar a opção da guerra.

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