Índia devolve meninos que fugiram de casa e cruzaram a fronteira ao Paquistão

KARACHI, Paquistão - Dois meninos que fugiram de casa e atravessaram a fronteira fortemente vigiada da Índia voltaram ao Paquistão nesta sexta-feira depois de serem rapidamente deportados.

AP |

Azhar Ansari, 17, e Zohaib Ali, 11, chocaram seus familiares ao aparecerem na televisão indiana no dia 14 de abril dizendo à polícia que haviam fugido de casa por sofrerem maus-tratos de seus pais. Aparentemente eles se dirigiam à casa de parentes na cidade de Jodphur.

Parentes procuravam os meninos há quase uma semana.

A Índia e o Paquistão são rivais e algumas pessoas que cruzam a fronteira ilegalmente chegam a passar anos na cadeia, mesmo que o tenham feito acidentalmente.

Mas a polícia do Estado indiano de Rajahstan, onde os dois foram detidos na semana passada, afirmo que eles seriam deportados rapidamente caso estivessem dizendo a verdade.

"Sempre lemos no jornal que muitos paquistaneses passam anos na cadeia por cruzar a fronteira ilegalmente e é um milagre que meu filho e sobrinho tenham voltado para casa a salvo", disse Azra Nadir, mãe do menino mais velho.

Ela agradeceu as autoridades de ambos os lados por encerrar o drama familiar rapidamente.

Guardas da fronteira indiana entregaram os meninos na fronteira de Zero Point, na quinta-feira, afirmou o capitão Fazal Mahmood, porta-voz do grupo paramilitar paquistanês Rangers.

Mahmood afirmou que os Rangers, que cuidam do lado paquistanês da fronteira, iriam escoltar os meninos de volta à suas casas na província de Sindh.

A fuga de 10 dias dos meninos  teve início quando deixaram suas casas em Tando Allahyar, a cerca de 250km de Karachi, no dia 7 de abril para ir à escola.

Os pais alertaram a comunidade quando eles não voltaram para casa, mas só ficaram sabendo do que tinha acontecido quando viram os meninos na televisão contando à polícia como haviam fugido e cavado um buraco por baixo do arame farpado da fronteira. A polícia indiana afirmou que os meninos que queriam ir pra a casa de parentes em Jodhpur.

O pai de Azhar, Nadir Ansari, não nega bater no filho para que ele melhore na escola e consiga um emprego melhor. Mas pareceu mais conciliador depois de seu retorno.

"Eu terei mais compaixão ao tentar persuadir Azhar a continuar seus estudos", disse Ansari, que tem uma loja de materiais elétricos. "Se ele não quiser eu vou levá-lo para trabalhar comigo na loja".

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