Índia descarta atacar o Paquistão, mas pede ações contra terroristas

NOVA DÉLHI - O ministro da Defesa da Índia, A. K. Antony, descartou hoje uma ação militar contra o Paquistão, mas condicionou a normalidade nas relações bilaterais a que o governo paquistanês atue contra os terroristas que utilizam o território desse país para atacar a Índia.

Redação com agências internacionais |

"Não estamos planejando nenhuma ação militar. Mas, ao mesmo tempo, até que o Paquistão empreenda ações contra os terroristas que atuam de seu território contra a Índia e também contra todos aqueles que estão por trás do ataque terrorista em Mumbai, as coisas não serão normais", disse o ministro, citado pelas agências indianas.

Em 26 de novembro, um comando terrorista lançou um ataque na cidade litorânea de Mumbai que durou três dias e no qual morreram 179 pessoas, segundo o mais recente número oficial.

O governo indiano acusa o grupo separatista caxemiriano Lashkar-e-Toiba (LeT), com base no Paquistão, de estar por trás do atentado, o que foi negado várias vezes por essa organização.

A Índia exigiu ao Paquistão o desmantelamento da infra-estrutura do LeT em seu território e a entrega de dezenas de supostos terroristas.

"Não posso dizer qual será o andamento das ações que tomaremos, mas, a menos que Paquistão mostre com seus atos a sinceridade de suas palavras, uma coisa é certa: não há possibilidade de que as coisas continuem como sempre", acrescentou Antony.

Além disso, negou que a Índia vá romper o cessar-fogo que vigora desde 2003 na linha de controle que divide provisoriamente a região da Caxemira, que ambos os Estados disputam desde sua independência e partilha, em 1947.

Segundo fontes do Pentágono citadas esta semana por uma rede americana, após o ataque a Mumbai, a Força Aérea indiana realizou preparativos para uma possível missão contra o Paquistão.

O ministro indiano disse hoje que as Forças Armadas da Índia estão em "alerta vermelho" desde o atentado e "preparadas, como sempre", para qualquer eventualidade.

Antony fez estas declarações acompanhado dos chefes dos três braços das Forças Armadas, durante uma oferta de flores no Portão da Índia por ocasião dos 37 anos da independência de Bangladesh (antiga Paquistão Oriental), que contou com apoio indiano em sua guerra contra o Paquistão Ocidental (atual Paquistão).

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