Índia critica ajudas internacionais ao Paquistão

Nova Délhi, 20 abr (EFE).- O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, disse hoje não ter problemas com o dinheiro destinado pela comunidade internacional ao Paquistão com fins civis, mas lembrou que as ajudas militares foram usadas contra (a Índia) no passado.

EFE |

A agência "Ians" informou que Singh, mergulhado em campanha eleitoral, afirmou à imprensa, durante a apresentação de um livro, que a Índia "não tem problemas com a ajuda econômica para construir escolas, estradas e hospitais no Paquistão".

"Mas a experiência nos diz que a ajuda militar foi usada contra nós no passado", acusou.

Em 17 de abril, na conferência de doadores realizada em Tóquio, o Paquistão recebeu US$ 5,28 bilhões para aliviar o deplorável estado econômico do país, que já tinha arrecadado US$ 7,6 bilhões do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Aos valores é preciso somar os US$ 1,5 bilhão anuais durante cinco anos prometidos pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condicionados ao esforço de Islamabad na luta antiterrorista.

"Temos reservas" sobre as ajudas, admitiu hoje o premiê indiano, que expressou também preocupação com o acordo ratificado pelo presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, para implantar a 'sharia' no Vale de Swat, norte, e em outras áreas contíguas, para convencer os talibãs a deporem as armas.

Singh insistiu em que a resposta do Paquistão à Índia após o atentado de Mumbai, cometido em novembro do ano passado, "não é a adequada".

O premiê afirma que "a comunidade internacional concorda com quem eram" os responsáveis do atentado, que, segundo a Índia, fariam parte do grupo Lashkar-e-Toiba, com base no Paquistão.

"Mas eles não fizeram nada", denunciou o primeiro-ministro em alusão às autoridades paquistanesas. EFE amp/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG