Índia ainda tenta resgatar civis encurralados em dois hotéis

Nova Délhi, 27 nov (EFE).- Um dia após o início de uma série coordenada de ataques terroristas que custou a vida de pelo menos 125 pessoas, incluindo 6 estrangeiros, as forças de segurança indianas continuam tentando resgatar as pessoas encurraladas em dois hotéis da cidade costeira de Mumbai.

EFE |

O Ministério do Interior, segundo informou a agência "PTI", disse também que 327 pessoas ficaram feridas, dos quais sete são estrangeiras.

O chefe do estado indiano de Maharashtra -cuja capital é Mumbai-, Vilasrao Deshmukh, assegurou à imprensa indiana que já não há reféns nos dois hotéis de luxo afetados, o Oberoi e o Taj Mahal, atacados por comandos terroristas armados com rifles e granadas.

"Algumas pessoas se trancaram nos quartos do hotel por segurança", disse Deshmukh, enquanto outro diretor de seu Executivo afirmou que todas estão seguras.

Entretanto, nas últimas horas foram ouvidos tiros e explosões de baixa intensidade e as televisões mostraram imagens da cúpula do Taj Mahal em chamas e de um incêndio em uma planta do Oberoi.

O Governo regional afirmou que neste último poderia haver entre 10 e 15 terroristas, enquanto um chefe policial assegurou ao canal "NDTV" que cinco ou seis homens armados seguem dentro do Taj Mahal.

Um comando militar indiano explicou que as forças de segurança estão averiguando todos os quartos de ambos os hotéis enquanto continuam os confrontos com os terroristas.

Uma quantidade indeterminada de pessoas segue retida também no recinto judeu Nariman House, onde se escutaram disparos durante grande parte do dia.

No Oberoi, seguem em seus quartos dois empresários espanhóis, o executivo-chefe de Ferrovial-Agromán, Alejandro da Jóia, e o diretor de Construção Internacional de Isolux-Corsán, Álvaro Rengifo Abad.

Rengifo confirmou há umas horas à Agência Efe por telefone que ainda não saiu do hotel.

Um alto comando militar indiano confirmou à emissora televisiva "NDTV" que um paquistanês foi detido e apontou que os demais terroristas envolvidos nos ataques de Mumbai "parecem ser paquistaneses".

O general R.K. Huda afirmou que nas conversas interceptadas os terroristas se comunicavam em punjabí, uma língua falada na província paquistanesa de Punjab e também em uma região com o mesmo nome ao outro lado da fronteira, em território indiano.

O atentado foi reivindicado pelo até então desconhecido grupo Deccan Mujahedin, que tem nome semelhante ao do Mujahedin (aquele que faz a 'Jihad') indiano, que o Governo acusou de estar por trás de alguns dos atentados recentes na Índia, mas com o nome de um planalto do sul do país indicando sua procedência.

Porém, o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, assegurou ser "evidente" que os autores dos ataques procedem de "fora" da Índia.

"Falaremos com nossos vizinhos do uso que os terroristas fazem de seu território para lançar ataques como este", declarou Singh, em um discurso à nação transmitido pela TV.

Em comunicado, o ministro de Relações Exteriores paquistanês, Shah Mehmood Qureshi, ofereceu cooperação e apoio à Índia após os atentados e afirmou que o Exército do Paquistão está combatendo os extremistas em seu território.

Em comunicado, Qureshi, em visita à Índia desde ontem por ocasião de uma nova rodada de diálogo entre ambas as potências nucleares que deveria acontecer hoje, condenou "nos termos mais contundentes possíveis" os ataques.

Os comandos terroristas, que atacaram pelo menos dez pontos diferentes de Mumbai, chegaram em botes infláveis ao litoral ao sul de Mumbai e atacaram uma das principais estações ferroviárias da cidade, assim como bares, restaurantes e um hospital. EFE amp/jp

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