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Índia admite lapsos na reação a ataques em Mumbai

O ministro do Interior da Índia, Palaniappan Chidambaram, admitiu nesta sexta-feira que houve lapsos na resposta das forças de segurança aos atentados realizados na semana passada na cidade de Mumbai, no sudoeste do país. Eu não seria inteiramente sincero se dissesse que não houve lapsos, disse o ministro em visita à cidade.

BBC Brasil |

"Eles estão sendo analisados, e vou dar o melhor de mim para eliminar as causas desses lapsos e tentar melhorar a eficiência do sistema de segurança."

Chidambaram disse que as investigações seguem em andamento, mas evitou revelar mais informações.

"Muitas evidências foram coletadas", afirmou. "Muitos aspectos estão sendo checados e, quando um retrato completo for elaborado, espero estar na posição de fazer uma declaração no Parlamento."
O Ministério do Interior indiano revisou o total de mortos nos ataques. O balanço oficial agora é de 172 mortes, incluindo 163 civis e membros das forças de segurança e nove extremistas.

Serviço de inteligência

Alguns detalhes do inquérito já estão vindo a público. Autoridades revelaram que um dos extremistas, Azam Amir Kasab, disse que foi enviado à Índia junto com outras nove pessoas pelo grupo militante paquistanês Lashkar-e-Toiba.

O correspondente da BBC em Nova Déli, Chris Morris, diz que vários jornais indianos citam fontes de inteligência do país que estão convencidas de que o serviço de inteligência do Paquistão, o ISI, esteve diretamente envolvido no planejamento dos ataques.

O governo paquistanês nega qualquer envolvimento nos atentados e lamentou publicamente o ocorrido.

Apesar disso, o presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, prometeu uma "ação forte" contra qualquer paquistanês que as investigações indiquem que tenha participado dos ataques.

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