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Índia acusa Paquistão de negar provas do atentados de Mumbai

A Índia acusou nesta quarta-feira o Paquistão de negar as provas que disse ter apresentado e que mostram que os autores dos atentados cometidos no fim de novembro em Mumbai são vinculados ao país vizinho.

AFP |

"Todo mundo sabe quem são os autores, e de onde eles vêm. Já fornecemos provas o suficiente", declarou o ministro adjunto indiano das Relações Exteriores, Anand Sharma.

"As provas estão nas mãos da Índia, mas também de investigadores dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha. Portanto, em vez de negá-las, o Paquistão deveria tomar medidas eficientes para levar os responsáveis ante a justiça", prosseguiu.

As duas potências nucleares do sul da Ásia vêm travando há um mês um embate diplomático, e congelaram seu processo de paz.

A Índia, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha atribuíram a autoria dos ataques de Mumbai, que deixaram 172 mortos entre os dias 26 e 29 de novembro, ao Lashkar-e-Taiba (LeT), um movimento islâmico armado clandestino paquistanês.

Este movimento, que desmentiu qualquer envolvimento nos ataques, teria treinado o comando de dez terroristas - todos paquistaneses segundo Nova Delhi - com o apoio de "elementos" do regime paquistanês, ou seja, segundo os indianos, dos serviços de inteligência de Islamabad.

O ministro indiano do Interior, Palaniappan Chidambaran, reiterou que o único sobrevivente do comando, preso na Índia, confirmou em uma carta ser paquistanês.

O próprio pai de Mohammed Ajmal Amir Iman, 21 anos, teria confirmado em declarações à TV paquistanesa o envolvimento de seu filho no massacre de Mumbai, segundo o ministro. "Se isso não é prova, então o que é?", perguntou Chidambaran.

O Paquistão prendeu dezenas de membros ou simpatizantes do LeT, e pediu à Índia que não se intrometa em sua luta contra os grupos islâmicos.



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