Nova Délhi, 25 mar (EFE).- A Índia acusou hoje as forças de segurança do Paquistão de apoiar os insurgentes que livraram um sangrento combate de cinco dias com o Exército indiano na região da Caxemira que matou 25 pessoas.

Segundo a agência "PTI", o general-de-brigada Gurmit Singh assegurou que os insurgentes pertencem ao grupo caxemiriano Lashkar-e-Toiba (LeT), que a Índia responsabiliza pelo massacre terrorista de Mumbai, em novembro de 2008.

Singh assegurou que oito militares e 17 insurgentes foram mortos no combate registrado no distrito de Kupwara, que faz fronteira com o Paquistão.

Após o enfrentamento, que começou na quinta-feira passada, as forças de segurança indianas apreenderam 23 rifles, uma pistola, lança-granadas e dispositivos de comunicação.

"O mapa, os sistemas de orientação e seu equipamento são indicativos de que havia ajuda do Estado e das forças de segurança do outro lado da fronteira", argumentou o general-de-brigada, que lembrou que este tipo de "material" não está ao alcance de civis.

Embora o enfrentamento - um dos mais sangrentos registrados no último ano na Caxemira indiana - tenha terminado ontem, as tropas indianas continuam operando em regiões próximas.

O porta-voz do LeT Abdullah Gaznavi assumiu a participação de seu grupo no tiroteio, e afirmou que "a operação de Kupwara deve servir para que Nova Délhi abra os olhos".

"A Índia deve entender que a luta pela liberdade na Caxemira não acabou. Ela segue ativa e com plena força", disse Gaznavi, segundo a "PTI".

O LeT é uma das principais organizações armadas separatistas da Caxemira, e a Índia também acusa o grupo de participar de atentados em outros pontos do país.

A Caxemira é a principal disputa territorial entre Índia e Paquistão, que abriram um processo de diálogo para abordar este e outros assuntos em 2004, interrompido após o massacre de Mumbai. EFE amp/mh

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