Índia acusa agências oficiais paquistanesas por atentados de Mumbai

O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, acusou nesta terça-feira agências oficiais do Paquistão de terem apoiado os atentados cometidos em Mumbai no mês de novembro, além de ter afirmado que Islamabad utiliza o terrorismo como instrumento nas relações com a Índia.

Redação com AFP |

"Há provas suficientes para mostrar que, dada a sofisticação e a precisão militar dos ataques de Mumbai, tiveram o apoio de certas agências oficiais do Paquistão", afirmou Singh.

O chefe de Governo indiano também acusou o Paquistão de "utilizar o terrorismo como um instrumento de sua política de Estado", antes de reiterar que o país recebeu e apoiou no passado insurgentes hostis a Índia.

O tom elevado das acusações veio um dia depois de Nova Délhi ter entregue a Islamabad um dossiê com "provas" do envolvimento de "elementos paquistaneses" nos atentados de Mumbai, além de ter denunciado a provável cumplicidade de autoridades do Paquistão.

Índia, Estados Unidos e Grã-Bretanhas atribuíram os atentados de Mumbai - de 26 a 29 de novembro, com um saldo de 172 mortos - ao Lashkar-e-Taiba (LeT), um grupo islamita armado clandestino paquistanês.

O movimento, que negou envolvimento nos ataques, teria treinado o comando formado por 10 terroristas, todos paquistaneses, com o apoio de "elementos" do regime paquistanês, ou seja, dos serviços de inteligência de Islamabad, segundo Nova Délhi.

Desde os atentados de novembro contra a capital financeira indiana, Índia e Paquistão se enfrentam no campo diplomático, mas não adotaram oficialmente medidas concretas que possam resultar em uma guerra.

Paquistão nega acusações

O Paquistão rejeitou categoricamente a acusação da Índia de que "agências oficiais" paquistanesas tiveram envolvimento nos atentados de novembro em Mumbai, além de ter afirmado que as denúncias servem apenas para aumentar as tensões regionais.

O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, acusou agências oficiais do Paquistão de terem apoiado os terroristas que cometeram os atentados no centro financeiro do país, além de ter afirmado que Islamabad utiliza o terrorismo como "instrumento da política de Estado".

O ministério das Relações Exteriores paquistanês divulgou um enérgico comunicado em resposta, acusando a Índia de iniciar "uma ofensiva propagandística".

"O governo do Paquistão rejeita categoricamente as infelizes alegações apresentadas hoje contra o Paquistão pelo primeiro-ministro da Índia em Nova Délhi", afirma a nota.

"Ao invés de responder positivamente a oferta paquistanesa de cooperação e de propostas construtivas, a Índia decidiu inicar uma ofensiva propagandística", acrescenta o texto.

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