Incerteza econômica e política aumenta compras de armas nos EUA

Washington, 27 out (EFE).- A incerteza econômica e política nos Estados Unidos aumentou entre 8% e 10% a venda de armas de fogo, informou hoje o diário The Washington Post.

EFE |

"Muitos vendedores e compradores de armas, e analistas do negócio atribuem o aumento em parte às preocupações pela economia", assinalou a matéria.

Outro motivo de preocupação, segundo o Post, é que se o senador democrata Barack Obama, de Illinois, ganhar a eleição e esta der maioria aos democratas no Congresso, haverá mais leis que restrinjam a posse de armas por parte dos cidadãos.

"As pessoas freqüentemente compram armas porque têm preocupações sobre sua segurança pessoal ou acerca das ações do Governo que limitem o acesso às armas de fogo", afirmou Gary Kleck, pesquisador do Colégio de Criminologia e Justiça Criminal da Universidade Estadual da Flórida, citado pelo "Post".

Em 1994, houve um aumento substancial de vendas de armas quando o presidente Bill Clinton proibiu a posse de rifles semiautomáticos militares.

Também houve incrementos das vendas de armas de fogo depois dos distúrbios de 1992 em Los Angeles (Califórnia), e da desordem civil em Nova Orleans (Louisiana) após o furacão "Katrina", em 2005.

Nos EUA, quase 49% dos lares e 31% dos adultos -cerca de 59 milhões de pessoas- possuem pelo menos uma arma de fogo.

Entrevistado pelo "Post", Bob Leyshion, de 55 anos, que recentemente visitou uma loja de armas em Manassas, na Virgínia, opinou que "as pessoas se preparam agora para um desastre".

"A arma é um seguro", acrescentou Leyshion. "Com a quebra da Bolsa de Valores, o povo sem emprego e os imigrantes ilegais que há nesta área, a probabilidade de distúrbios é muito alta".

O diário citou relatórios da indústria de armas e das agências policiais que indicam que entre janeiro e setembro deste ano houve 8,4 milhões de consultas de antecedentes -um trâmite necessário para a aquisição de uma arma de fogo- contra 7,7 milhões no mesmo período em 2007.

Os dados de impostos federais mostram que as arrecadações de tributos sobre as armas de fogo foram neste ano, até agora, 10% maiores do que entre janeiro e setembro do ano passado. EFE jab/jp

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