Incêndios têm grande custo político para Governo grego

Atenas, 30 ago (EFE).- Os desastrosos incêndios florestais que arrasaram há uma semana 30 mil hectares de florestas e cultivos na Grécia, principalmente nas imediações de Atenas, já têm um considerável custo político para o Governo do primeiro-ministro grego, Costas Caramanlis.

EFE |

Quando ainda há resquícios nos montes de Atenas, da ilha de Eubeia e em outros lugares, duas pesquisas feitas por companhias independentes mostram, pela primeira vez desde 2004, o líder do Movimento Socialista Pan-helênico (Pasok), Giorgos Papandreu, como "o mais capacitado para governar".

Segundo os resultados da pesquisa do instituto Alco, cujos resultados são publicados hoje pela imprensa local, Papandreu conta com 33,7% do apoio popular, enquanto Caramanlis alcança 31,1%, e 32,5% consideram que "ninguém é capaz" de governar.

O estudo da empresa Marc dá 31,7% ao Pasok e 25,7% ao partido governamental Nova Democracia (ND), do atual chefe de Governo.

A situação favorável para os socialistas pode ser aproveitada para recuperar o poder, após cinco anos na oposição.

Na semana que vem, espera-se que Caramanlis decida entre anunciar uma grande mudança de gabinete ou convocar eleições gerais antecipadas (a princípio, estão previstas para 2011).

Enquanto isso, segue em andamento uma investigação de um órgão independente designado pelo Parlamento sobre a falta de coordenação do mecanismo estatal (bombeiros e Secretaria de Defesa Civil) para enfrentar os incêndios.

A Polícia também investiga o possível envolvimento de 20 suspeitos no incêndio provocado em um depósito de Atenas, que foi o início de um grande foco que deixou um morto, consumiu 20 mil hectares de florestas, queimou 200 casas e causou vários desabrigados. EFE afb/an

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