Incêndios na Espanha deixam 8 mortos em 8 dias

Madri, 29 jul (EFE).- Oito mortes em oito dias são os resultados mais triste dos incêndios que devoram hectares de montes e campos na Espanha.

EFE |

O incêndio mais grave é o que afeta várias localidades da província de Ávila, na região de Castela e Leão, no centro do país, que tem 30 quilômetros de extensão e que "quase com total segurança foi provocado", segundo fontes oficiais.

Este fogo acrescentou os últimos dois nomes à lista negra de vítimas fatais: um homem, de 40 anos, que morreu às 02h45, no horário de Brasília, e um professor, de 63 anos, que foi apanhado ontem pelo fogo no interior de uma casa.

O homem que morreu hoje em Ávila foi enviado na equipe de apoio pelo Governo da região de Madri que, da mesma forma que Castela-La Mancha, ambas que fazem fronteira com essa província, colaboram nas tarefas de extinção do fogo.

Este incêndio já queimou mais de 3 mil hectares de montes, segundo as autoridades locais, que confirmaram que os trabalhos estão centrados em controlar um dos focos, o mais ao norte da província de Ávila.

Nos trabalhos para controlá-lo trabalham mais de 450 pessoas e 25 unidades aéreas, 260 delas pertencentes à Unidade Militar de Emergência, às quais se juntará outra centena, segundo confirmou a ministra de Defesa da Espanha, Carme Chacón, que se deslocou para a zona.

Nas últimas horas foi controlado, segundo o Governo regional de Extremadura, no oeste do país, o incêndio que afeta a comarca de las Hurdes, que atingiu mais de 3 mil hectares e cujas causas estão sendo investigadas.

Também hoje foi controlado, após oito dias de atividade, o incêndio na localidade de Aliaga, na região de Aragão, que destruiu mais de 7.600 hectares e que foi provocado por uma tempestade de raios.

Nessa mesma região, que viu arder em poucos dias mais de 12 mil hectares no total, quase uma centena de moradores de várias localidades de Zaragoza foram deslocados hoje devido ao incêndio em uma zona agrícola.

O alerta máximo de perigo de incêndios foi mantido em toda a Espanha, devido às altas temperaturas e o vento.

Segundo os dados oficiais, até o dia 19 de julho, a superfície destruída pelos incêndios registrados este ano se aproxima ou é "um pouco inferior" à média da última década, apesar de os resultados serem piores que a de 2008.

O Executivo central e representantes dos Governos regionais mantiveram hoje uma reunião na qual concordaram em reforçar a luta contra os incêndios florestais com a aplicação de quase 40 milhões de euros para a preservação do meio ambiente.

A ministra do Meio Ambiente e Meio Rural e Marinho da Espanha, Elena Espinosa, que presidiu o encontro, adiantou que o "Plano 45 milhões de árvores" - programa destinado a reflorestar 61 mil hectares em toda a Espanha - atenderá com caráter prioritário as superfícies florestais que tenham sido mais danificadas pelo fogo.

As distintas administrações reconheceram a importância da cooperação e a comunicação entre elas, para acabar com este mal.

O incêndio mais trágico foi o de Horta de Sant Joan, na região da Catalunha, no nordeste do país, em cujos trabalhos de extinção morreram cinco bombeiros, além da do motorista de uma moto, que morreu na região de Aragão, no nordeste do país, quando o veículo que conduzia caiu de um barranco.

Antes desta semana negra, os dois ocupantes de um helicóptero tinham morrido na Catalunha no final de junho, além de um homem de 87 anos, que foi apanhado pelo fogo no dia 17 de julho, quando tentava subir com um veículo para seu sítio. EFE nac/pd

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