Incêndio que matou cinco guatemaltecos nos EUA foi intencional

Nova York, 1 fev (EFE).- A Polícia de Nova York informou hoje que o incêndio que matou cinco imigrantes guatemaltecos no último sábado passado foi intencional, e pediu às possíveis testemunhas do fato que prestem depoimentos às autoridades mesmo se estiverem em situação migratória irregular.

EFE |

Os agentes que investigam o incêndio disseram que é muito cedo para determinar as causas do fogo, mas disseram que o fogo começou perto da porta principal do edifício, e é possível que tenha ocorrido por vingança pessoal.

"Buscamos qualquer pessoa que pudesse estar no edifício ou que estivesse passando por perto, e que tenha visto um automóvel desrespeitando um sinal vermelho ou uma pessoa levando um objeto estranho, por exemplo", disse nesta segunda-feira Luis Yero, um dos detetives da Polícia de Nova York que investiga o caso.

O agente pediu a colaboração dos vizinhos do prédio, que fica em uma região onde vivem muitos imigrantes centro-americanos e garantiu que a Polícia trabalha "para ajudar e não para criar problemas a ninguém", para encorajar os que estão em situação irregular a colaborar com as autoridades, garantindo que não haverá perguntas sobre sua situação migratória.

O fogo, que só foi apagado após o trabalho de 125 bombeiros, destruiu um restaurante japonês que ficava no piso térreo e atingiu moradores do segundo e terceiro andares do edifício, além de ter provocado o desmoronamento de paredes interiores.

Luisa Ordóñez, única vítima mortal que foi identificada até o momento, colocou a filha de dois meses em um carrinho de bebê e a jogou pela janela para salvá-la. A criança sobreviveu, mas está em situação delicada por conta de uma fratura craniana.

A mulher conseguiu ainda salvar outro filho, de dois anos, passando a criança pela janela até o apartamento inferior, onde um vizinho a segurou antes de entregá-la aos bombeiros que participaram do salvamento.

O Departamento de Bombeiros de Nova York indicou que não havia detectores de fumaça suficientes no prédio, e os que estavam no local não funcionavam corretamente. EFE dvg/fm

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