Incêndio no Chile devasta 12.560 hectares

Israelense acusado de iniciar fogo no parque de Torres de Paine negou sua responsabilidade no acidente

iG São Paulo |

O número de hectares destruídos no incêndio florestal no parque de Torres del Paine, na Patagônia chilena, aumentou a 12.560, segundo o boletim mais recente, ao mesmo tempo que o israelense acusado de iniciar o incêndio negou sua responsabilidade.

"De acordo com o boletim da Corporação Nacional Florestal (Conaf), o incêndio afetou um total de 12.560 hectares", disse o diretor do Centro Nacional de Emergências (Onemi), Vicente Núñez.

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Três dos seis focos do incêndio que arrasou 12.560 hectares do Parque Nacional Torres del Paine continuam ativos, enquanto 550 brigadistas, entre eles argentinos e uruguaios, e cinco aeronaves tentam conter o incêndio, informou o governo chileno neste domingo.

O parque incendiado fica em uma área declarada como Reserva da Biosfera pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Israelense nega ser o culpado
O israelense Rotem Singer negou que tenha causado o incêndio no Parque Nacional Torres del Paine, na Patagônia chilena, e afirmou que não prestou depoimento, apesar de as autoridades do Chile terem informado que o jovem "confessou" ser responsável pela origem do fogo que já destruiu 12.560 hectares.

"Não fui eu, me atribuíram esta responsabilidade", disse Singer, de 23 anos, em entrevista à emissora militar israelense Galei Tzahal.

Singer, que se encontra em liberdade restrita e teve seu passaporte retirado pelas autoridades chilenas para que não possa abandonar o país, disse que não entendeu os procedimentos do interrogatório. "Tive uma tradutora para o inglês, mas tudo evoluiu de uma forma como não entendi", argumentou.

O promotor chileno Juan Meléndez declarou que o jovem israelense "confessou que em uma ação involuntária queimou um pedaço de papel higiênico, o que produziu o incêndio", declarado desde terça-feira passada.

O fiscal também confirmou que Singer ficou em liberdade provisória e está proibido de abandonar o país durante três meses enquanto forem realizadas as investigações.

(Com informações da EFE e da AFP)

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