Incêndio destrói discoteca em Quito e mata 14 jovens

Quatorze jovens morreram e outros 15 permanecem hospitalizados por causa do incêndio que destruiu no sábado uma discoteca de Quito, onde era realizado clandestinamente um show de rock, informaram as autoridades neste domingo.

AFP |

"O balanço foi fechado em 14 mortos e 15 feridos com queimaduras de segundo grau, que estão internados em diferentes centros de saúde", declarou neste domingo Henry Ochoa, porta-voz da Cruz Vermelha.

Ao todo, 45 pessoas - a maioria jovens - foram atendidas com lesões e problemas respiratórios causados por inalação de fumaça. Quinze delas permanecem internadas, algumas em observação, outras em estado crítico.

"Os dados são da polícia, da Cruz Vermelha e dos Bombeiros, e até agora não temos desaparecidos. Pelo estado em que encontramos os corpos, ainda é impossível afirmar se há menores entre os mortos", disse Ochoa.

O fogo destruiu a discoteca Factory, no sul da capital equatoriana, onde várias bandas participavam de um show ao qual assistiam cerca de 300 pessoas, muitas delas menores ou com idade entre 20 e 25 anos.

"Quando o teto caiu e vi as chamas peguei minha guitarra e pulei do palco", contou ao jornal Hoy Dany Calderón, um dos músicos que estavam na discoteca na hora do incêndio.

"O local tinha permissão para funcionar como discoteca, mas não para realizar espetáculos ou shows ao vivo. Esse show não tinha sequer autorização do escritório de espectáculos públicos", denunciou o prefeito de Quito, Paco Moncayo.

Segundo testemunhas e autoridades, um dos músicos acendeu uma "bengala de luz", provocando um incêndio que se alastrou rapidamente pelo teto e pelas paredes da discoteca, revestidos de material combustível.

"Acreditamos que uma 'bengala de luz' provocou o incêndio. A discoteca estava repleta de material combustível, e o mais lamentável é que as saídas estavam trancadas com cadeados", disse Jaime Benalcázar, chefe do Corpo de Bombeiros de Quito.

O prefeito decretou três dias de luto na cidade e ordenou a prisão dos proprietários do estabelecimento, após uma reunião com o Conselho Municipal, que qualificou o acidente como uma das piores tragédias dos últimos tempos em Quito.

Treze dos cadáveres, que foram totalmente carbonizados, ainda permanecem no necrotério municipal, à espera de identificação através de exames de DNA.

vel/ap

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