A explosão de um oleoduto provocou um incêndio nesta segunda-feira no subúrbio de Nairóbi, capital do Quênia. A polícia ainda não divulgou um número oficial de vítimas, mas estimou que o fogo tenha deixado mais de cem mortos na área industrial de Lunga Lunga.
"Perdi a conta do número de corpos", disse o policial responsável por chefiar as operações no local, Wilfred Mbithi. "Muitos se jogaram no rio para apagar as chamas." Segundo a agência Associated Press, pelo menos 75 corpos foram recuperados.
O oleoduto passa por uma favela muito populosa localizada entre o centro de Nairóbi e o aeroporto. Segundo um porta-voz da polícia, a tragédia começou quando um tanque de um posto de gasolina da Kenya Pipeline Company vazou combustível para o esgoto a céu aberto que passa pela favela.
Moradores começaram a tentar tirar o combustível da tubulação rompida e do esgoto, que pegou fogo após alguém atirar uma ponta de cigarro. “Muitas pessoas tentavam recuperar combustível, mas aconteceu uma forte explosão e um incêndio com imensas chamas e colunas de fumaça”, afirmou Joseph Mwego, morador do bairro.
Bombeiros corriam pelos telhados dos barracos incendiados para lançar espuma sobre a gasolina que escorria pelas valas da favela. Ambulâncias transportaram dezenas de feridos para os hospitais próximos.
O morador Joseph Mwangi, 34 anos, contou à Associated Press que estava alimentando sua vaca quando uma multidão passou por ele correndo e dizendo que havia um vazamento no oleoduto. Ele se preparava para pegar um balde e se juntar ao grupo, quando ouviu uma explosão. O fogo destruiu sua casa e matou dois de seus filhos.
A direção do hospital de Kenyatta, para onde muitos dos feridos foram levados, pediu doações de sangue e cobertores. Segundo a AP, a maioria das vítimas teve queimaduras em mais de um terço do corpo.
O primeiro-ministro queniano, Raila Odinga, visitou o hospital e disse que o governo pagará o tratamento médico de todos os feridos e compensações a parentes de vítimas. "É um acidente terrível", afirmou, prometendo uma investigação.
Em nota, o governo brasileiro expressou seu "profundo pesar" pelas mortes e transmitiu a todos os quenianos e aos familiares das vítimas, "as condolências e a solidariedade do povo brasileiro".
Com Reuters, AP e BBC
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