Beirute, 17 out (Efe) - As autoridades libanesas inauguraram hoje em Beirute a mesquita Mohammad al-Amin, a maior do país, que foi financiada pelo ex-primeiro-ministro libanês e empresário Rafik Hariri, morto em um atentado em fevereiro de 2005.

Assistiram à cerimônia o mufti do Líbano, assim como os ministros de Bens Religiosos de Arábia Saudita, Iraque e Kuwait, acompanhados de personalidades políticas libanesas.

A construção deste templo de dez mil metros quadrados, que pode abrigar até cinco mil fiéis, começou em 2002 e teve um custo de US$ 24 milhões.

A obra fazia parte do ambicioso projeto de reconstrução da parte antiga de Beirute empreendida pela empresa Solidere, fundada por Hariri e que agora é controlada por seu filho Saad, líder da maioria parlamentar libanesa.

Junto à mesquita se encontra o mausoléu de Hariri e dos sete membros de sua guarda pessoal que morreram no mesmo atentado que vitimou o primeiro-ministro libanês.

No exterior, o brilhante marrom argila, tão típico das clássicas construções libanesas, contrasta com o azul-céu das cúpulas.

Em seu interior, sobressaem as diversas cores das cúpulas, em torno das quais se distribui a ampla sala de oração, decorada por azulejos com versículos do Corão e na qual se destacam as lâmpadas de vidro típicas do barroco.

A inauguração, que coincidiu com a oração do meio-dia, foi acompanhada pelo toque de sinos de uma dezena de igrejas localizadas nos arredores deste novo templo sunita. EFE ks/ab/db

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