Inaladores para problemas respiratórios aumentam risco de óbito

Os inaladores mais prescritos para as doenças pulmonares obstrutivas crônicas aumentam em cerca de 60% o risco de morte por ataque cardíaco ou cerebral quando usados durante mais de um mês, revela um estudo publicado nesta terça-feira.

AFP |

Uma ampla análise dos resultados de 17 testes clínicos, dos quais participaram 14.783 pacientes com problemas pulmonares obstrutivos crônicos, mostrou que os que inalaram anticolinérgicos durante mais de um mês incrementaram em 58% seu risco de morte por problemas cardiovasculares ou cerebrais, em relação aos pacientes tratados com outra terapia ou placebo, destacam os autores do estudo.

O aumento do risco de óbito ficou particularmente claro em cinco testes clínicos de longa duração, com mais de seis meses, revelam os autores do estudo publicado no Journal of the American Medical Association (Jama).

Os anticolinérgicos contidos nos inaladores pertencem a um tipo de medicamento que dilata as vias respiratórias para impedir seu estreitamento e facilitar a respiração. Ele também impede os espasmos provocados pelo estreitamento súbito dos bronquios.

Os dois anticolinérgicos usados nos inaladores mais prescritos são brometo de tiotropium, comercializado sob o nome de Spiriva pelo laboratório americano Pfizer; e o brometo de ipratropio ou Atrovent, fabricado e vendido pelo laboratório alemão Boehringer Ingelheim.

"É necessária uma reavaliação urgente por parte das autoridades sobre o risco destes medicamentos", destaca o doutor Sonal Singh, da Universidade de Wake Forest (Carolina do Norte), um dos autores do trabalho.

js/LR

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