afirma ter sido atacada por três neonazistas na Suíça. Uma das publicações suíças indica, ainda, que a própria polícia de Zurique é cética sobre a versão da advogada. A maior parte das reportagens trata o assunto com cautela." / afirma ter sido atacada por três neonazistas na Suíça. Uma das publicações suíças indica, ainda, que a própria polícia de Zurique é cética sobre a versão da advogada. A maior parte das reportagens trata o assunto com cautela." /

Imprensa suíça levanta dúvidas sobre caso da brasileira

A imprensa suíça levanta dúvidas, nas edições desta sexta-feira, sobre o caso da brasileira Paula Oliveira, que http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/02/11/brasileira+gravida+de+gemeos+e+atacada+na+suica+3998984.html target=_topafirma ter sido atacada por três neonazistas na Suíça. Uma das publicações suíças indica, ainda, que a própria polícia de Zurique é cética sobre a versão da advogada. A maior parte das reportagens trata o assunto com cautela.

BBC Brasil |

Paula foi atendida pela polícia na segunda-feira com ferimentos de objetos cortantes na pele, formando a sigla do partido de ultra-direita SVP . O ataque teria ainda provocado um aborto dos bebês gêmeos que ela esperava.

O Neue Zürcher Zeitung , um dos diários de maior prestígio na Suíça, denomina o caso como o de "uma jovem brasileira encontrada com cortes no corpo" em uma estação de trem de Zurique.

Como a maioria dos veículos suíços, o jornal cita a imprensa no Brasil, afirmando que o incidente tomou uma dimensão política no país, onde "está sendo considerado um ataque racista".

Interrogações marcam o tom das reportagens publicadas nesta sexta-feira na Suíça. "Como poderiam três homens atacar uma mulher por volta das 19h30, sem chamar a atenção, em uma estação de trem bem frequentada?" é uma das perguntas lançadas pela edição desta sexta-feira do diário Tages-Anzeiger , de Zurique.

O jornal questiona ainda por que somente na quinta-feira a polícia convocou testemunhas, como era possível que fossem gravadas letras tão legíveis no corpo de alguém que tentava se defender, e por que nenhum neonazista teria sido percebido no bairro até então.


Supostos agressores marcaram brasileira com sigla de partido de extrema direita / AE

O diário NEWS afirma ter sabido de "fontes internas bem informadas" que a polícia duvida da gravidez e das informações de que a mulher foi atacada por neonazistas.

A polícia de Zürique não quis dar, quando questionada, informação alguma sobre o estado das investigações devido a proteção privada das pessoas e por respeito ao andamento das investigações.

Já o Solothurner Zeitung intitula sua reportagem com a frase: "Teriam neonazistas torturado brasileira"? O St Galler Tagblatt segue linha similar estampando sua manchete com a interrogação: "Brasileira grávida torturada por neonazistas?".

O jornal Le Temps, de língua francesa, destaca que as informações que se conhecesse sobre o caso foram as publicadas pela mídia brasileira, a partir de relatos de parentes da vítima, já que a polícia local não divulgou detalhes.

Segundo o jornal, a polícia de Zurique "conclui que as circunstâncias exatas do incidente não são claras". "E ela não pode dar nenhuma informação sobre o estado de saúde da mulher ou do andamento do inquérito por 'razões táticas'", afirma o texto.

O diário La Tribune de Genève, por sua vez, em um texto intitulado "Uma brasileira grávida foi mutilada por neonazistas", descreve como "horror" a reação às fotos de Paula com marcas pelo corpo.

O jornal observa, porém, que "a polícia não confirma o depoimento da jovem". "[A polícia] ainda tem que entrevistá-la sobre os fatos e buscar testemunhas para a tragédia", diz o texto.

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