Imprensa portuguesa acredita que caso Madeleine será fechado em breve

Lisboa, 1 jul (EFE).- A imprensa portuguesa acredita que o caso do desaparecimento da menina britânica Madeleine McCann será fechado em breve, devido à falta de avanço nas investigações, mas, oficialmente, as autoridades mantêm silêncio sobre o assunto.

EFE |

Dois veículos de comunicação portugueses, que citam meios policiais, previram hoje que o caso Madeleine, cujo sigilo sumarial foi prorrogado várias vezes, será finalmente fechado, mas discordam sobre a data dessa decisão, que poderia ser em meados de julho ou de agosto.

No entanto, fontes da Polícia Judiciária (PJ) consultadas pela Agência Efe negaram que possa ser confirmada, por enquanto, alguma decisão em torno das investigações, nas quais oficialmente não houve novidades e cuja evolução não depende dos policiais, mas da Procuradoria e do Juizado de Instrução.

As autoridades reconhecem extra-oficialmente há meses que não conseguiram novas provas para avançar no caso e, desde janeiro, surgiram várias informações de um iminente levantamento do sigilo do sumário.

Madeleine desapareceu aos 4 anos, em 3 de maio de 2007, enquanto estava de férias com seus pais, os médicos Kate e Gerry McCann, e dois irmãos menores em um complexo hoteleiro do Algarve.

A Polícia considerou como principal suspeito do caso um britânico que morava nas imediações do local onde a menina desapareceu, mas, em setembro, declarou formalmente os pais como suspeitos - ou "argüidos" - de uma suposta morte acidental e ocultação do cadáver da menor.

A Justiça portuguesa não retirou ainda a condição de suspeitos de nenhum dos três envolvidos e fracassou, em maio passado, em sua tentativa de fazer uma reconstrução da noite dos fatos, porque alguns amigos dos McCann que os acompanhavam nas férias não aceitaram vir a Portugal.

As fontes oficiais consultadas pela Efe duvidaram da veracidade das informações jornalísticas sobre o fechamento do caso, devido à impossibilidade de que a Polícia Judiciária tome decisões sobre investigações criminais em processo, que estão sob jurisdição da Procuradoria.

As informações jornalísticas surgiram hoje ao calor da saída do inspetor Gonçalo Amaral, um dos responsáveis da Polícia Judiciária no Algarve, que esteve à frente do caso e é considerado pela imprensa o principal defensor da culpa dos pais. EFE arm/an

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