Imprensa mundial espera uma era Obama diante da crise

Jornais do mundo inteiro saúdam nesta quarta-feira a posse histótrica de Barack Obama como 44º presidente dos Estados Unidos, ressaltando sua vontade de mudança em um mundo que está enfrentando uma grande crise.

AFP |

"O presidente Obama promete refazer os Estados Unidos", destacou o New York Times, descrevendo a posse como um "momento de significado histórico".

Como a maioria da imprensa americana, o NYT incluiu um caderno especial comemorativo de lembrança do 20 de janeiro de 2009, dia em que se fez história.

A primeira página foi estampada com a foto de Obama e da primeira-dama Michelle caminhando pela Pennsylvania Avenue até a Casa Branca, depois do juramento do presidente.

O Los Angeles Times escolheu uma foto do novo casal junto ao vice-presidente Joe Biden e sua esposa, Jill, nas escadarias do Capitólio se despedindo de George W. Bush antes de ele voltar para o Texas.

"Caminhada ao poder", foi o título do New York Post, acompanhado de uma foto do casal caminhando pela famosa avenida até sua residência mais importante, enquanto o casaco dourado de Michelle brilhava ao sol da tarde.

O Chicago Tribune, da cidade de Obama, destacou "a nova era de responsabilidade", retomando o tema do discurso de 18 minutos do novo presidente, no qual disse: "Escolhemos a esperança sobre o medo, a unidade de propósito sobre o conflito e a discórdia".

O Washington Post destacou os desafios que aguardam o novo presidente assim que chegar ao Salão Oval.

"Os desafios que enfrentamos são reais", destacou o Post.

O Wall Street Journal escreveu que o presidente Obama pede a unidade em meio a "fortes tormentas de guerra e recessão".

O San Francisco Chronicle destaca que o "discurso de posse misturou inspiração e humildade". "Foi justamente o tom correto para estes tempos difíceis".

Na Espanha, a imprensa manifestou entusiasmo nesta quarta-feira com títulos muito explícitos, como "Nova era" e "Mudança radical".

"Começa uma era", escreveu no título de um editorial o El País. Para o jornal conservador ABC ,"Obama coincidiu com Kennedy no anúncio de uma nova era, de perfis ainda pouco definidos". O calatão La Vanguardia afirmou que a chegada de Obama significa "uma mudança radical".

O China Daily, jornal oficial chinês em língua inglesa, fez referência ao governo de George W. Bush em termos de relações sino-americanas e se perguntou sobre o futuro de seus vínculos na era Obama.

O jornal japonês Asahi Shimbun destacou a "esperança resplandecente", advertindo ao mesmo tempo em que "o que o povo espera dele daqui para frente, além dos discursos bonitos, são os resultados".

A imprensa francesa insistiu em dizer que Obama traz muita esperança para o mundo. O jornal Libération escreveu que Obama se apresentou como "o presidente da crise" e o Le Figaro destaca: "Voltamos a batizar os Estados Unidos".

Em Londres, a maioria dos jornais ressaltou a esperança em uma renovação, para não falar em "ruptura" com o governo de Bush.

No Irã, os jornais estavam divididos sobre a política de Obama: os conservadores disseram que será uma continuação da seu antecessor e os moderados e reformistas esperam uma tímida mudança.

Em Sydney, os canais de TV repetiam as declarações do primeiro-ministro australiano Kevin Rudd, para quem "Obama é a esperança neste momento".

Na contramão do resto do mundo, os jornais norte-coreanos ignoraram a posse de Obama, sem comentários a respeito.

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