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Imprensa israelense destaca divergências entre Obama e Netanyahu

TEL AVIV - A imprensa de Israel destaca nesta terça-feira as divergências reveladas na segunda-feira no encontro em Washington entre o presidente americano Barack Obama e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. Eles concordam que divergem, afirma o jornal http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-3718120,00.html target=_blankYediot Aharonot, o de maior tiragem de Israel.

Redação com agências internacionais |

"Depois de três horas de reunião, Netanyahu e Obama não estão de acordo em praticamente nada", completa o jornal, que ressalta o fato do premiê considerar um êxito a promessa do presidente de analisar os resultados do diálogo com o Irã "no fim do ano".

Netanyahu e Obama conversam na Casa Branca
Netanyahu e Obama conversam na Casa Branca / Reuters

"Divergência", afirma a primeira página do Maariv, que destaca no entanto que houve comunicação entre ambos. "Netanyahu saiu do salão oval com uma mensagem clara de Obama: é preciso agir de forma paralela nas questões iraniana e palestina".

O jornal liberal Haaretz destaca a exigência de Obama para interromper a colonização nos territórios ocupados. "O presidente americano mostrou uma amizade reservada, que dissimulou as profundas divergências entre as respectivas posições dos dois dirigentes".

Encontro na Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se encontraram na última segunda-feira na Casa Branca, em Washington, e manifestaram suas divergências sobre a paz no Oriente Médio, falando o mínimo possível para não comprometer uma relação história logo no primeiro encontro, em Washington.

Netanyahu resistiu aos apelos de Obama em favor da criação de um Estado palestino vizinho a Israel, dizendo vislumbrar um "acerto" com israelenses e palestinos vivendo lado a lado.

Obama se mostrou determinado a dar uma chance à diplomacia com o Irã, apesar das preocupações israelenses, fixando para o fim de 2009 o início de uma reunião para julgar o sucesso ou o fracasso desta iniciativa e avisando que as discussões entre os governos americano e iraniano não durariam eternamente.

"É do interesse, eu acredito, não somente dos palestinos, mas também dos israelenses, dos EUA e da comunidade internacional encontrar uma solução com a existência de dois Estados", disse Obama à imprensa.

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