Imprensa européia destaca libertação de Betancourt

Redação Internacional, 3 jul (EFE).- A imprensa européia destaca hoje o êxito da operação militar colombiana que resultou na libertação de Ingrid Betancourt e de outros 14 reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

EFE |

A imagem de Betancourt com um colete militar ocupa todos os grandes jornais franceses, que têm as manchetes muito parecidas: "Ingrid Betancourt finalmente livre", no conservador "Le Figaro" ou "Liberada", no esquerdista "Libération".

"Le Figaro" reproduz na capa uma parte da declaração ontem à noite do presidente francês, Nicolas Sarkozy, na qual além de agradecer a libertação ao presidente colombiano, Álvaro Uribe, destacou que foi "uma operação militar coroada de êxito" e pediu às Farc que "ponham fim a seu combate absurdo e medieval".

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Ingrid Betancourt se reúne com sua mãe em base militar da Colômbia

O "Libération" lidera em páginas informações sobre o caso, e assinala: "Ingrid Betancourt, o fim do calvário". Além disso, completa que a ex-refém era "uma opositora transformada em símbolo" e que a detenção dela "aumentou sua popularidade na Colômbia".

"Le Parisien" destaca "uma operação com helicóptero em plena selva" e as palavras de Betancourt ao chegar a Bogotá, onde disse em primeiro lugar que queria dar "graças a Deus e aos soldados da Colômbia", e disse também que sempre desejara que fosse organizada uma operação militar para salvá-la.

Entre a imprensa alemã, o conservador "Die Welt" publica na primeira página: "Betancourt libertada de seqüestro" e assinala que as forças militares conseguiram efetuar nesta quarta-feira a operação de resgate sem disparar um tiro e capturaram vários líderes rebeldes.

Sob o título "Refém da guerrilha, Betancourt é libertada", o liberal "Berliner Zeitung" assinala que a libertação dos reféns aconteceu depois de os militares colombianos conseguirem enganar os guerrilheiros.

O também liberal "Der Tagesspiegel", sob o título "Após seis anos: Ingrid Betancourt libertada", destaca que a operação "representou o golpe mais duro dado até agora pelo Governo do conservador Álvaro Uribe ao grupo guerrilheiro marxista".

Os dois principais jornais italianos, "Corriere della Sera" e "La Repubblica", coincidem no título "Betancourt libertada" e no subtítulo: "Foi uma operação impecável".

"Corriere" explica que a libertação aconteceu após seis anos e que Betancourt agradece o Exército, enquanto a "Repubblica" enfatiza mais a frase "agora a paz" da ex-candidata presidencial.

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Presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, recebe Ingrid Betancourt

A imprensa suíça destaca hoje em suas manchetes a libertação da franco-colombiana Ingrid Betancourt, retida pela guerrilha das Farc havia seis anos, assim como o resgate de outros 14 reféns.

"A refém mais conhecida do mundo reencontra a liberdade graças a uma ação militar", é o subtítulo do jornal "Le Temps", enquanto a "Tribune", de Genebra, assinala que na mesma operação de resgate também foram libertados 14 reféns, entre eles dois cidadãos americanos.

A imprensa portuguesa destaca hoje a libertação de Ingrid Betancourt, a quem classificam de "Pasionaria" colombiana.

Já o "Público" lembra que a ex-candidata presidencial ficou seqüestrada durante 2.321 dias pelas Farc, e destacou que Betancourt "não aprendeu a se calar e que não pensava em ficar quieta".

O "Jornal de Notícias" levanta a questão sobre se o estado de saúde de Betancourt permitirá que ela retorne à "luta contra a corrupção que sempre a movimentou". O "Diário de Notícias" destaca a libertação da "mulher que queria limpar a Colômbia".

A libertação de Ingrid Betancourt ocupa hoje as manchetes de todos os periódicos belgas, que destacam que as primeiras imagens publicadas mostram uma mulher "sorridente e em forma", segundo o jornal "Le Soir".

"Livre!", destaca "La Livre Belgique" sobre uma foto de página inteira na qual Betancourt, depois de mais de seis anos, abraça sua mãe, enquanto o flamengo "De Morgen" ressalta que a libertação foi obra do Exército colombiano e não dos esforços negociadores de França, Espanha e Suíça.

O periódico britânico "The Guardian" assinala que a ex-candidata franco-colombiana "saboreia" a liberdade depois que os militares enganaram os rebeldes das Farc e lhes deram um duro golpe.

Por este mesmo caminho segue "The Times", e indica que, com esta operação, os militares agrediram duramente a guerrilha, enquanto para o jornal "The Daily Telegraph", a libertação de Betancourt e de outros 14 reféns - entre eles três americanos - foi um grande êxito para o presidente colombiano, Álvaro Uribe.

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