Imprensa estrangeira continua proibida de entrar em Gaza

Israel mantém nesta terça-feira a proibição aos jornalistas estrangeiros de entrar na Faixa de Gaza, apesar da recente decisão da Suprema Corte contra esta decisão.

AFP |

A Associação da Imprensa Estrangeira (FPA) denunciou a proibição. Um porta-voz oficial respondeu que Israel não deseja colocar em risco a vida de seus soldados para proteger os jornalistas.

A Suprema Corte divulgou recentemente um veredicto que ordena ao governo autorizar a entrada de oito correspondentes estrangeiros na Faixa de Gaza.

No entanto, nenhum deles recebeu até agora a autorização de entrar no território, cenário desde sábado de uma ofensiva terrestre israelense.

A ofensiva reforçou uma campanha de bombardeios iniciada em 27 de dezembro com o objetivo declarado de acabar com os disparos de foguetes do grupo radical Hamas, que controla Gaza.

Mais de 580 palestinos morreram desde o início da guerra.

A FPA critica em um comunicado a "proibição sem precedente" que constitui, na opinião da associação, "uma grave violação da liberdade de imprensa e coloca Israel ao lado de alguns regimes que impedem com freqüência os jornalistas de fazer seu trabalho".

Daniel Seamen, diretor do gabinete de imprensa governamental, afirmou que a proibição se deve ao fato de que os soldados "não vão se sacrificar para proteger os jornalistas".

"Há combates nas passagens de fronteira. O Hamas bombardeia estas passagens e o Exército não quer se responsabilizar pelos riscos mortais a que se expõem os civis", declarou o porta-voz do ministério israelense das Relações Exteriores, Yigal Palmor, à AFP.

tw.chw/fp

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