Imprensa diz que maioria do Parlamento iraquiano apoiará acordo com EUA

Bagdá, 26 nov (EFE).- A imprensa iraquiana prevê que a maior parte dos deputados do país votará a favor do acordo de segurança com os Estados Unidos que regulará a presença das tropas americanas no país a partir de janeiro de 2009 e que abrirá a porta para sua eventual retirada.

EFE |

No entanto, a imprensa local deixa em aberto a probabilidade de que a votação, inicialmente marcada para hoje, seja adiada por causa das dificuldades existentes para a formação de um consenso entre todas os grupos iraquianos.

O jornal governista "Al-Sabah" afirma em sua primeira página que os esforços anteriores realizados pelos vários líderes políticos iraquianos indicam que "a balança está mais inclinada para a aprovação do que para o veto".

Porém, a publicação não descarta a possibilidade de que a sessão, prevista para as 10h (horário de Brasília), seja adiada até amanhã por causa das restrições de alguns partidos políticos sobre o acordo negociado desde março entre Bagdá e Washington.

O jornal independente "Al-Dostur" prevê que caso o Parlamento não aprove hoje o acordo, é possível que a votação seja adiada para depois do encerramento da festa muçulmana do Sacrifício, que será celebrada na segunda semana de dezembro.

Já o independente "Al-Mashreq" afirmou que "há muitas chances" de aprovação do acordo na sessão parlamentar de hoje.

A publicação atribui a afirmação às conversas travadas nos momentos que antecedem a convocação da sessão de hoje para conseguir um consenso entre os diferentes grupos políticos iraquianos.

O polêmico acordo, recebido com reservas tanto por grupos xiitas quanto por sunitas, regulará a presença das forças americanas no Iraque a partir do final deste ano, quando termina o mandato concedido pelo Conselho de Segurança da ONU.

Nos últimos dias, os partidos políticos debateram o projeto do acordo no Parlamento, onde a sessão da última quinta foi suspensa em meio a uma grande tensão por causa dos protestos dos deputados do xiita Bloco Sadr, que dizem que o acordo é um processo de "venda" do Iraque. EFE ah/ev/fal

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