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Imprensa americana protesta contra crescente uso do off entre políticos

Washington, 19 ago (EFE).- As principais organizações de comunicação dos Estados Unidos enviaram hoje uma carta a 600 secretários de imprensa do Governo do país, entre eles o da Casa Branca, protestando pelo crescente uso do chamado off the record em atos públicos.

EFE |

No jargão jornalístico, o termo - comumente usado no Brasil apenas como "off" - serve para classificar aquelas declarações que não podem ser publicadas nem atribuídas à pessoa que as concede.

Os signatários da carta afirmam que seu objetivo é fazer frente a uma "fonte comum de atrito" entre os veículos de imprensa e os políticos, que nos últimos anos utilizam cada vez mais o "off the record", inclusive em reuniões públicas.

A prática é atribuída principalmente a membros do Congresso e funcionários do Governo americano que costumam oferecer valiosas informações sobre negociações em curso em eventos como conferências, mas proíbem os jornalistas de usar os dados ou insistem em impedir a citação de seus nomes nas matérias.

Os autores da carta dizem que os repórteres têm acesso frequente a informações confidenciais em diálogos privados e de forma seletiva, mas se queixam que, "infelizmente", a prática aumentou até o ponto em que os funcionários públicos não veem problema em dizer a grandes audiências que seus discursos são "off the record".

A carta menciona um caso "recente" no qual dois membros do alto escalão do Congresso americano disseram diante de um público de 300 pessoas que suas declarações eram confidenciais.

Os autores dizem que integrantes do Governo do presidente de EUA, Barack Obama, também recorreram à tática em algumas reuniões públicas.

Segundo a carta, a prática prejudica a imprensa e o público em geral e favorece outras pessoas que não têm que respeitar essa norma.

Isso permite que, em certas ocasiões, pessoas que não são jornalistas utilizem a informação desses eventos em blogs ou listas de e-mails para dar pistas sobre os rumos de certas negociações políticas.

"Apesar dessa desigualdade, muitos jornalistas nessa situação respeitaram o 'off the record'", diz a carta.

Os signatários pedem aos congressistas, aos seus funcionários e aos representantes das agências federais para que comecem a tratar os comentários em atos com grandes públicos como "on the record", ou seja, publicáveis e atribuíveis à pessoa que os faz.

Assinam a carta o jornal "The New York Times", a associação americana de editores de notícias, a associação de jornais dos EUA e a associação de diretores de rádio e televisão, entre outras empresas e entidades do setor. EFE tb/bba

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