Agência Espacial Europeia disse que tráfego aéreo será menos atingido que no ano passado, quando outro vulcão paralisou aeroportos

Passageiros descansam no chão depois que seus voos foram cancelados em aeroporto da Escócia por causa de nuvem de cinzas expelida por vulcão da Islândia (24/05)
AP
Passageiros descansam no chão depois que seus voos foram cancelados em aeroporto da Escócia por causa de nuvem de cinzas expelida por vulcão da Islândia (24/05)
A erupção do vulcão islandês Grimsvötn terá menos impacto negativo no tráfego aéreo em comparação ao ano passado, quando paralisou os voos no continente europeu durante semanas, afirmou nesta terça-feira (24) a Agência Espacial Europeia (ESA, da sigla em inglês), que acompanha o fenômeno por satélite.

"Embora a erupção do Grimsvötn seja de maior magnitude que a do ano passado, a nuvem de cinzas está alcançando uma altura maior na atmosfera, por isso que espera-se que afete em menor medida o tráfego aéreo", informou em comunicado.

A ESA ressaltou que os resultados das medições feitas na Islândia indicam que a nuvem de cinzas está alcançando uma altitude entre 12 e 17 quilômetros, e que se desloca em direção ao norte da península escandinava.

"O vulcão emitiu muito dióxido de enxofre que se espalhou para o norte e nordeste", acrescentou a agência, que explicou que desde a erupção, no dia 21 de maio, uma "grande quantidade" de cinza já caiu nas proximidades da Islândia.

A ESA advertiu que, apesar dos dados indicarem uma menor ameaça de paralisia no setor aéreo em comparação a de 2010, a situação poderia mudar rapidamente, por isso que é fundamental acompanhar de perto a evolução da erupção, "minuto a minuto".

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