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Impacto de Gustav no sul da Louisiana foi menor que o previsto

Jorge A. Bañales.

EFE |

Hammond (EUA.), 1 set (EFE) - O impacto do furacão "Gustav" no sul da Louisiana (Estados Unidos) foi, até o momento, menos devastador do que se temia, embora ainda seja cedo para dizer se os diques da cidade de Nova Orleans resistirão à pressão das águas.

O governador do estado da Louisiana, Bob Jindal, afirmou hoje que é cedo para confirmar o real impacto do furacão, que atingiu a pequena localidade litorânea de Cocodrie como um ciclone de categoria 2.

O prefeito de Nova Orleans, Ray Nagin, disse que, embora "Gustav" não tenha causado a mesma destruição que o "Katrina" há três anos, ainda há o risco de inundações e da ruptura de alguns diques.

Nagin afirmou que, algumas horas depois de o olho do furacão tocar terra, não havia registros de grandes danos na região atingida.

Em relação ao impacto do "Katrina" em 2005, "Gustav" seguiu uma trajetória sudoeste, distanciando-se do delta do Mississipi.

As imagens de televisão de diversos pontos do sul da Louisiana mostram estradas e ruas inundadas, mas calcula-se que até a noite não será possível confirmar a amplitude dos danos.

Cerca de dois milhões de moradores do sul da Louisiana continuam apreensivos à frente da televisão para acompanhar as informações do impacto do "Gustav".

Cerca de 100 mil pessoas, um terço da população de Nova Orleans, continuaram na cidade e se negaram a acatar a ordem de evacuação obrigatória.

O furacão "Gustav" vai perdendo força conforme entra em terra e, segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC, em inglês), com sede em Miami, passou para a categoria 1, com ventos de cerca de 130 km/h.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, também fez um apelo à calma a partir de um centro de controle de emergências instalado no Texas.

As autoridades consideram que podem ocorrer inundações e também existe o perigo de tornados em toda a região do Golfo do México.

Os ventos de mais de 140 km/h continuam afetando o sudoeste da Louisiana, conforme o ciclone se afasta para o sudeste do Texas.

Os especialistas em controle de inundações temem que a região mais danificada de Nova Orleans seja West Bank, do município de Jefferson, do outro lado do rio Mississipi, onde o sistema de proteção continua vulnerável, apesar dos intensos trabalhos nos aterros nos últimos três anos.

Os engenheiros calculam que "Gustav" poderia causar uma ressaca com ondas de mais de três metros de altura.

Os diques e aterros estão agora mais elevados, mas a pressão que o acúmulo de água cria e as ondas provocadas pelos ventos poderiam causar rachaduras, alertaram os especialistas.

Da mesma forma que ocorreu há três anos com o impacto do "Katrina", a grande preocupação das autoridades é se os diques que protegem Nova Orleans das cheias do rio Mississipi e das ressacas resistirão.

Desde o "Katrina", os diques foram reforçados e o Corpo de Engenheiros dos EUA vigiava hoje seu comportamento. O órgão acredita que não haverá inundações, já que boa parte de Nova Orleans se encontra abaixo do nível do mar.

Segundo as autoridades da Louisiana, os diques são hoje mais resistentes que há três anos, mas todo o plano de fortalecimento deles só será concluído em 2011.

Até o momento, foram investidos mais de US$ 12 bilhões e 20% dos trabalhos previstos foram realizados.

Os canais da televisão local mostraram hoje árvores e postes elétricos derrubados, assim como o acúmulo de água em algumas ruas de Nova Orleans.

Mais de 40 mil casas e estabelecimentos comerciais na cidade ficaram sem eletricidade, e há outros 30 mil nas mesmas condições na localidade de Kenner, ao noroeste.

Além do trânsito nas estradas, que no sábado e no domingo se encheram de milhares de veículos na maior evacuação da história da Louisiana, tanto o Aeroporto Internacional Louis Armstrong quanto o porto de Nova Orleans foram fechados.

O maior impacto econômico, além dos possíveis danos a casas e infra-estruturas, ocorre em instalações das plataformas de extração de petróleo e gás natural, assim como nas refinarias do litoral.

A força do vento pode provocar ondas de aproximadamente cinco metros de altura e o NHC advertiu também para a possibilidade de tornados em toda a área do Golfo do México. EFE jab/ab/db

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