Imigrantes que sobreviveram a naufrágio serão expulsos da Espanha

Almería (Espanha), 12 jul (EFE).- Todos os imigrantes resgatados na quarta-feira passada, após ficarem cerca de cinco dias à deriva no mar depois de uma frustrada travessia em uma embarcação rumo à Espanha, na qual morreram quinze pessoas, receberam ordens de expulsão do país, informou hoje a subdelegação do Governo.

EFE |

A embarcação, que saiu de Al-Hoceima, no Marrocos, com 48 pessoas a bordo, entre adultos e crianças, teve quebra do único motor e ficou à deriva no mar até que a Guarda Civil espanhola a encontrasse, a menos de 30 milhas de Punta Entinas-Sabinar, na província de Almería.

Os 33 sobreviventes - 19 homens, 13 mulheres e uma criança - disseram que outras nove crianças de um a quatro anos de idade e cinco adultos morreram durante a viagem.

Outra mulher faleceu quando a embarcação já havia sido resgatada pelo serviço marítimo da Guarda Civil espanhola.

A subdelegação do Governo em Almería informou hoje que, após o trâmite de comunicar a ordem de expulsão, os 19 homens e uma das mulheres resgatadas foram transferidos para um centro de internação na região de Algeciras, em Cádiz.

A Cruz Vermelha no porto de Almería ficou responsável por outras nove pessoas - um homem e oito mulheres grávidas ou que perderam algum parente durante a travessia, durante a qual os cadáveres de nove crianças foram atirados ao mar.

A subdelegação não se pronunciou sobre a aplicação de medidas excepcionais por razões humanitárias para essas pessoas.

Na quinta-feira passada, o subdelegado do Governo, Miguel Corpas, disse que a notificação dos expedientes de expulsão não é uma medida que impeça algum dos sobreviventes de conseguir a regularização na Espanha de forma excepcional. EFE nac/fh/an

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