Imigrantes ilegais lutam por licenças para trabalhar na França

Por Swaha Pattanaik PARIS (Reuters) - A luta dos imigrantes ilegais por licenças de trabalho na França se espalhou para lugares novos e incomuns, como uma pizzaria de luxo no centro de Paris.

Reuters |

Adama Diabira, lavador de pratos, e cinco imigrantes de Mali que conseguiram o emprego com documentos falsos ocupam o estabelecimento desde a semana passada, quando começou uma greve para exigir o direito de trabalhar legalmente.

'Trabalhamos como os franceses, pagamos a previdência social, os impostos, tudo, mas não temos nenhum direito. Se adoecermos, temos de pagar por tudo já que não podemos mostrar nossos documentos', disse Diabira.

'Não somos grosseiros e eu não vejo por que deveríamos ser tratados assim ou não ter nossos documentos legalizados', explicou.

Diabira é um dos 600 trabalhadores ilegais na região de Paris, para os quais o sindicato CGT tenta obter licenças de trabalho. Muitos deles atuam em setores que têm carência de trabalhadores.

Apesar da fama de dura com a imigração ilegal, a França parece receptiva às demandas e depois de um encontro com a CGT na segunda-feira, mais uma rodada de conversas está agendada para quarta.

Vários setores, principalmente o hoteleiro e o de restaurantes, alertam para um desastre caso não consigam providenciar licenças para os trabalhadores.

'Mataremos parte dos nossos negócios no turismo', disse Andre Daguin, chefe da Associação Hoteleira Francesa, à rádio RTL na segunda-feira. Ele pediu licenças para 50 mil a 100 mil imigrantes.

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