Imigração não traz benefícios à Grã-Bretanha, diz comissão parlamentar

Uma comissão parlamentar britânica pediu que seja imposto um limite no número de imigrantes admitidos no país, dizendo que há poucas evidências de que a imigração beneficie o país. O relatório da Comissão de Assuntos Econômicos da Câmara Alta do Parlamento Britânico (Câmara dos Lordes) disse que embora a imigração contribua com o que se estima serem US$ 6 bilhões por ano para a economia britânica, também pressiona o mercado imobiliário e prejudica os trabalhadores não-qualificados que não conseguem competir com os recém-chegados que possuem algumas habilitações.

BBC Brasil |

Quase 600 mil trabalhadores vieram para a Grã-Bretanha para trabalhar em 2006 - um terço deles provenientes dos oito antigos países comunistas que se uniram à União Européia em 2004.

No relatório O Impacto Econômico da Imigração, os parlamentares disseram que o governo "deveria ter uma meta explícita" para a imigração e estabelecer regras para mantê-la dentro destes limites. Eles levantaram a possibilidade de retirar os direitos de pessoas acompanharem parentes que se radicaram na Grã-Bretanha.

Os parlamentares do comitê rejeitaram ainda que alegações de ministros de que é necessário um grande fluxo de imigrantes para impedir a escassez de mão-de-obra no país.

Mas o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, rejeitou a proposta de fechar o país para a entrada de imigrantes e insistiu que as empresas britânicas se beneficiaram "muito substancialmente" da imigração na última década.

Brown admitiu, contudo, que é importante obter o equilíbrio certo, dadas "as pressões sobre a economia".

O relatório parlamentar alega que se a imigração líquida (diferença entre o número de imigrantes e o de emigrantes) se mantiver em 190 mil por ano nos próximos 20 anos, isso contribuirá para um aumento de 10% no preço dos imóveis.

Recentemente, a Grã-Bretanha adotou um programa de pontuação para imigrantes que segue os moldes do programa australiano.

O sistema divide os imigrantes em cinco categorias e exige que eles atinjam uma determinada pontuação, baseada em suas habilidades e potenciais benefícios para a economia do país.

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