O número de imigrantes ilegais que entram na Itália dobrou nos primeiros sete meses deste ano, em comparação ao mesmo período em 2007, disse o ministro do Interior da Itália, Roberto Maroni, nesta sexta-feira. O aumento ocorreu apesar de adoção de legislação contra a criminalidade que permite que as autoridades detenham imigrantes ilegais por até 18 meses sem julgamento, e de um aumento de 15% no número de deportações.

Grande parte dos italianos associa a criminalidade à imigração.

Mais de 15 mil imigrantes ilegais entraram na Uniao Européia (UE) pela Itália entre janeiro e julho, afirmou Maroni.

A maioria deles chega ao país do norte da África, atravessando o Mediterrâneo em pequenas embarcações, em viagens organizadas por traficantes de pessoas.

Alguns países de origem dos migrantes estão relutantes em recebê-los de volta se forem deportados.

Patrulhas
Maroni, do partido que integra a coalizão direitista no governo, Liga Norte, realizou uma intensa campanha contra a imigração clandestina.

Há duas semanas, as autoridades começaram a enviar soldados e policiais em patrulhas conjuntas para combater o crime nas ruas de algumas das maiores cidades italianas.

Até agora, 33 cidadãos não-europeus foram presos. As prisões italianas já estão cheias de estrangeiros.

Cerca de 20 mil dos 55 mil prisioneiros atualmente cumprindo pena ou aguardando julgamento nas prisões italianas são estrangeiros.

O número de detentos estrangeiros continua a aumentar por causa da dificuldade e do custo para formalizar expulsões ordenadas pelo Judiciário.

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