Relatório da ONU aponta que tráfico de pessoas é intenso na fronteira entre EUA e México

Os grupos criminosos que controlam os fluxos da imigração ilegal aos Estados Unidos lucram por ano US$ 6,6 bilhões para levar a território americano quase três milhões de latino-americanos.

Estes dados foram divulgados nesta quinta-feira no relatório "A Globalização do Crime: uma avaliação da ameaça do crime organizado além das fronteiras", do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

Um dos aspectos investigados é o tráfico ilegal de pessoas, um negócio lucrativo para as organizações criminosas e que tem duas rotas principais: da América Latina aos EUA e, em medida muito menor, da África à Europa.

A ONU estima que 80% dos imigrantes ilegais nos Estados Unidos sejam procedentes da América Latina, a maioria do México. No entanto, analistas asseguram que nos últimos anos a crise econômica mundial reduziu de forma significativa a entrada ilegal de pessoas na busca por um futuro melhor em território americano.

Segundo o relatório, 90% das pessoas que entram ilegalmente nos EUA têm como objetivo contrabandear produtos. Devido a isso, estes traficantes de pessoas têm um enorme poder para exigir preços abusivos, em muitos casos transformando os imigrantes em reféns.

A ONU prevê que o fortalecimento estatal do controle migratório estimule o crescimento do poder destas máfias clandestinas.

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