Jerusalém, 21 jan (EFE).- O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje que a entrada de imigrantes clandestinos a Israel ameaça o caráter judeu do Estado e que levam a nação a índices próprios do terceiro mundo.

Em um comparecimento na Associação de Manufatureiros de Israel, Netanyahu acusou os imigrantes que entram de forma irregular no país de ser os responsáveis da redução dos salários e de prejudicar a natureza judaica e democrática do Estado, afirma a imprensa local.

"Os infiltrados causam um dano cultural, social e econômico e nos levam para o terceiro mundo", disse o chefe do Executivo israelense, acrescentando: "sofremos um problema que, de fato, é um obstáculo ao êxito econômico de Israel".

O primeiro-ministro se referia aos imigrantes procedentes de países como o Sudão, que conseguem entrar em território israelense através da fronteira deste país com o Egito.

Estes imigrantes estão em situação ilegal em Israel e muitos deles alegam que procedem da região de Darfur, pedem asilo político e serem reconhecidos como refugiados.

No início do mês, Netanyahu ordenou a construção de uma cerca ao longo da fronteira de Israel com o Egito, de 250 quilômetros de divisa, desértica e onde, atualmente, apenas alguns marcos delimitam sua existência.

A medida está destinada a impedir a infiltração de imigrantes, assim como de terroristas ao país, indica a imprensa local.

Netanyahu afirmou hoje em seu discurso que, além de construir uma cerca, o Governo também trabalhará para fomentar o emprego local, especialmente entre os setores ortodoxos, com os quais pretende "atenuar" a ocupação de trabalhadores ilegais ou estrangeiros.

"O objetivo é garantir a natureza judaica e democrática de Israel", disse o chefe do Governo e afirmou que seu país continuará dando as boas-vindas "aos refugiados de países atingidos pela guerra".

no entanto, ressaltou: "não permitiremos que milhares de trabalhadores estrangeiros inundem o país". EFE db/an

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