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Imã da Malásia defende proibição de ioga a muçulmanos por elementos hindus

Kuala Lumpur, 29 out (EFE).- Os muçulmanos da Malásia deveriam ser proibidos de praticar a ioga por seus exercícios estarem impregnados de elementos religiosos hindus, disse hoje Harussani Zakaria, influente clérigo islâmico.

EFE |

Zakaria, um polêmico ímã do estado malaio de Perak, pediu ao Conselho Nacional de Fátuas (ordens religiosas) que emita uma ordem deixando claro se os muçulmanos devem ou não fazer ioga.

"Se unicamente se trata de exercício físico, não há problema, mas não em sua forma original de ato religioso", disse Zakaria, dando como exemplo a habitual reza de mantras, orações hindus nas quais se invocam os deuses deste credo.

Segundo ele, "a ioga pode levar os muçulmanos a abandonar sua fé porque os movimentos dos exercícios se emolduram dentro do estilo e das as tradições do hinduísmo".

Este professor de teologia na Universidade Nacional da Malásia, em Kuala Lumpur, é conhecido por suas posturas fundamentalistas e, nos últimos anos, mostrou-se a favor de trancar em uma ilha todos os doentes de Aids e de impedir os não-muçulmanos de vender produtos que incluam trechos do Corão.

Zakaria também rejeita que um homem que pratique sexo com sua mulher sem seu consentimento seja qualificado como estuprador, pois seu ato não é um crime de acordo com o Islã.

Há uma semana, o Conselho Nacional de Fátuas da Malásia condenou como hereges as mulheres muçulmanas que se vestem como homens e praticam sexo entre lésbicas.

A Malásia é um país de maioria de população muçulmana religiosamente moderada em suas mensagens, mas bastante conservador nos costumes e onde certos assuntos são tabu, como o homossexualismo, embora se tolere a poligamia. EFE snr/jp

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