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Ilha de Hispaniola se prepara para as conseqüências de Ike

Porto Príncipe/Santo Domingo, 6 set (EFE).- A ilha de Hispaniola, onde ficam Haiti e República Dominicana, acompanha hoje com temor a evolução do perigoso furacão Ike e terminou os preparativos para fazer frente a sua chegada, já que, segundo as previsões, passará próximo a seu litoral ainda esta noite.

EFE |

No Haiti, a preocupação se uniu a dor pela tragédia vivida no país, depois do duro golpe causado pela passagem de "Hanna", cujos efeitos se mostram cada vez mais devastadores com o passar dos dias.

Algumas fontes, de forma extra-oficial, falam em 500 vítimas só em Gonaives, uma das zonas mais castigadas, embora a Defesa Civil estime em 163 os mortos até o momento.

Essas vítimas se unem às 79 do furacão "Gustav" e aos desaparecidos depois da tempestade "Fay", de modo que, desde então, o país registrou 216 mortes.

De acordo com o último balanço do organismo, "Hanna" deixou 119 mortos em Artibonite (norte), 21 no oeste, 16 no sul, três no sudeste, três no norte e um em Nippes.

Além disso, 69.391 pessoas precisaram ser abrigadas, 3.249 casas foram destruídas e outras 14.313 danificadas.

Em Gonaives, declarada na quinta-feira em estado de emergência, falta comida, não há eletricidade nem gás e há pouca gasolina, pois sete postos de combustíveis que operam na localidade sofreram danos devido à passagem de "Hanna".

Nesta cidade, com uma população de 150.000 habitantes, se estima que há 120 mil afetados pelo ciclone.

A população haitiana, que ainda tenda lidar com as mortes causadas por "Hanna" e "Gustav", deve enfrentar agora os efeitos de "Ike", um potente furacão de categoria quatro que se desconhece o dano que pode causar.

Segundo as previsões, "Ike" deverá passar cerca de 200 quilômetros ao norte do litoral.

O furacão chega em um momento em que as águas ainda não baixaram em muitos pontos do norte Haiti, a parte mais afetada por "Hanna", e enquanto muitos dos 650 mil desabrigados esperam ainda receber comida e água.

Na República Dominicana, as autoridades asseguraram que todos os mecanismos de prevenção e socorro estão prontos e pediram aos comitês provinciais de emergências que terminem as evacuações preventivas nas províncias sob alerta vermelho.

A instituição meteorológica dominicana mantém um aviso de tempestade tropical na maior parte do litoral norte, já que essa zona terá "ventos fortes, maré de tempestade e chuvas torrenciais".

O Centro de Operações de Emergência (COE) ordenou "evacuações de caráter obrigatório" nas 28 províncias em situação de alerta vermelho e amarelo, com "especial ênfase" nos pontos mais vulneráveis.

Das 32 províncias do país, 18 estão em alerta vermelho e outras dez em alerta amarelo perante as previsões meteorológicas, que assinalam que "Ike" apresenta ventos de 215 km/h.

O diretor do COE, Juan Manuel Méndez, anunciou que "os efeitos das chuvas poderão ser sentidos a partir desta noite em grande parte do território nacional".

Devido à chegada de "Ike", as autoridades proibiram os esportes náuticos e o uso de praias.

Também foi ordenada a ativação de planos semelhantes em aeroportos, portos, hotéis e complexos turísticos nas zonas em alerta, entre outras medidas.

O Ministério do Turismo local alertou aos estabelecimentos turísticos sobre a iminente chegada do ciclone para que possam suspender todas as atividades aquáticas e as excursões terrestres.

EFE gp/rr

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