Ike varre Cuba após matar 61 no Haiti

Ike atingia Cuba nesta segunda-feira, como furacão da categoria 1 na escala Saffir-Simpson, que tem cinco níveis, segundo o Centro Nacional dos Furacões (NHC, sigla em inglês), com sede em Miami (Flórida, sudeste dos EUA).

AFP |

Depois de ter provocado a morte de 61 pessoas no Haiti e importantes danos materiais nas Bahamas, Ike continuava seu avanço devastador na ilha de Cuba, colocada em estado de alerta máximo e que iniciou a evacuação de quase dois milhões de pessoas.

Às 21H00 GMT (18H00 de Brasília), o centro do furacão estava cerca de 70km ao sudeste de Cienfuegos, em Cuba, e se dirigia para a parte oeste da ilha a uma velocidade de 22 km/h, com ventos de 130 km/h. Entretanto, Ike ainda pode ganhar força se seu centro ficar sobre o mar, alertou o NHC, prevendo um reforço do furacão no Golfo do México, uma área que deve atingir na noite de terça-feira.

Ike atingiu Cuba na madrugada de hoje como furacão da categoria 2, com ventos de 155 km/h, que provocaram ondas arrasadoras.

O furacão "deve provocar chuvas de 300mm em Cuba, onde em algumas zonas cairão até 500mm", o que representa sério risco de inundações repentinas e deslizamentos de terra, advertiu o NHC.

No total, 13 das 14 províncias cubanas - incluindo Havana - estão sob alerta máximo de furacão.

Com fortes chuvas, ventos e ondas enormes, Ike já afeta o leste e o centro de Cuba, onde casas foram destruídas, árvores arrancadas, postes derrubados e pastos inundados.

"Já há grandes prejuízos, especialmente nos setores de habitação e agropecuário", disse o coronel José Betancourt, chefe do departamento do Estado-Maior da Defesa Civil.

Em Camagüey, cujo calçadão histórico foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, a situação é séria. "Em 59 anos tenho visto muitos furacões, mas nunca com este nível de destruição: árvores são arrancadas pela raiz e tudo está voando. É impressionante", disse uma testemunha por telefone.

Em Baracoa, na zona de Guantánamo, ondas de até 7 metros atingiram vários prédios e destruíram casas inteiras: "Nunca vi coisa igual", disse um morador local.

Ike atinge Cuba nove dias após outro furacão, Gustav, que tocou a ilha com ventos de até 340 km/h (categoria 4), deixando milhares de danificados e destruindo Pinar del Río e Isla de la Juventud.

O Centro Nacional de Furacões suspendeu o alerta emitido para os "keys" do sul da Flórida e a cidade de Key West, no extremo sul americano.

mis/LR

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