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Igualdade economica entre Alemanhas só virá em uma década, diz instituto

Os Estados da antiga Alemanha Oriental precisam de pelo menos mais 10 anos para conseguir um desempenho econômico comparável aos das regiões do lado ocidental do país, estima um instituto alemão. A expectativa criada com uma promessa de grande prosperidade realmente não aconteceu, avalia Michael Hüther, diretor do Instituto da Economia Alemã, especializado em pesquisas econômicas e sediado em Colônia.

BBC Brasil |

As antigas regiões comunistas têm o dobro de desempregados e uma renda per capita que equivale a cerca de 70% da dos Estados do oeste, com uma população que encolhe a cada dia apesar da injeção financeira de quase 1,4 trilhão de euros aplicada pelo governo nessas últimas duas décadas.

Depois do 9 de novembro de 1989, o "chanceler da reunificação" Helmut Kohl prometeu aos "irmãos do leste" um salto na economia que faria, em poucos anos, aquele lado se equiparar à Alemanha Ocidental.

Mas a empolgação dos primeiros momentos após a queda do muro de Berlim deu lugar à dura constatação de que um lado do país não acompanha o nível de desenvolvimento dos alemães ocidentais. Por isso, para muitos alemães a situação atual ainda tem um sabor de ressaca pós-festa.

'Sucesso'
Mesmo assim, o Instituto da Economia Alemã classifica a recuperação dos alemães orientais como "um sucesso". "A retomada econômica não foi tão lenta como muitos achavam que seria", ressalta Hüther.

Ao se olhar para o desempenho dos outros antigos países comunistas do Leste Europeu, a comparação é vantajosa. Quando comparado ao PIB da parte ocidental da Alemanha, um país como a Polônia chega a alcançar apenas 30% do nível econômico da região, enquanto os estados da extinta Alemanha Oriental estão em cerca de 70%.

As entidades sindicais, entretanto, alertam para o fosso ainda existente entre as duas partes com relação ao mercado de trabalho. Segundo estudo de uma das mais influentes centrais sindicais da Alemanha, a DGB, quase o dobro de cidadãos estão sem trabalho nos antigos Estados comunistas, em comparação com o resto do país.

Enquanto o desemprego medido em setembro pela entidade na região da antiga Alemanha Oriental foi de 13,7%, do outro lado ele ficou em 7,7%. A leve melhoria nos últimos anos, após um período de alto desemprego, se deve à grande migração de mão-de-obra do leste para oeste.

"As pessoas do leste precisam de uma perspectiva", disse Annelie Buntenbach, da diretoria do DGB, lembrando que muitas pessoas só acham emprego no leste em setores de baixos salários.

Enquanto em 1990 cerca de 14,5 milhões de pessoas viviam na Alemanha Oriental, agora há apenas 13 milhões de habitantes. A cada ano, dezenas de milhares de pessoas migram para o oeste a procura de melhores empregos.

Só em 2008 a região leste do país perdeu 50 mil pessoas, sobretudo mão-de-obra jovem e qualificada. Quem fica, são os mais idosos e dependentes de seguro social.

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