Por Philip Pullella

LISBOA (Reuters) - O papa Bento 16 disse nesta terça-feira que a crise de abusos sexuais contra crianças cometidos por padres deve fazer a Igreja reconhecer a "terrível" verdade de que essa grande ameaça não vem de inimigos externos, mas do "pecado dentro da Igreja".

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Por Philip Pullella

LISBOA (Reuters) - O papa Bento 16 disse nesta terça-feira que a crise de abusos sexuais contra crianças cometidos por padres deve fazer a Igreja reconhecer a "terrível" verdade de que essa grande ameaça não vem de inimigos externos, mas do "pecado dentro da Igreja".

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Igreja tem de reconhecer "terrível verdade" dos abusos, diz papa

Por Philip Pullella

LISBOA (Reuters) - O papa Bento 16 disse nesta terça-feira que a crise de abusos sexuais contra crianças cometidos por padres deve fazer a Igreja reconhecer a "terrível" verdade de que essa grande ameaça não vem de inimigos externos, mas do "pecado dentro da Igreja".

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Por Philip Pullella

LISBOA (Reuters) - O papa Bento 16 disse nesta terça-feira que a crise de abusos sexuais contra crianças cometidos por padres deve fazer a Igreja reconhecer a "terrível" verdade de que essa grande ameaça não vem de inimigos externos, mas do "pecado dentro da Igreja".

Em um dos comentários públicos mais significativos desde que o escândalo veio à tona há dois meses, o papa disse a jornalistas que a Igreja tem uma "profunda necessidade" de reconhecer que deve cumprir penitência por seus pecados e "aceitar a purificação".

"Hoje nós vemos de uma forma verdadeiramente terrível que a grande opressão da Igreja não vem de inimigos externos, mas nasce do pecado dentro da Igreja", disse o papa a jornalistas no avião que o leva para Portugal, ao responder uma pergunta sobre os escândalos de abusos sexuais.

Nas últimas semanas, alguns representantes do Vaticano acusaram a mídia de travar uma campanha para manchar a imagem da Igreja. Alguns altos clérigos chegaram a desvalorizar os relatórios sobre o encobrimentos dos casos de abuso sexual como sendo "fofocas triviais".

O pontífice alemão de 83 anos, encarando a pior crise de seu papado de cinco anos, disse que a Igreja deveria buscar o perdão das vítimas de abuso sexual mas também reconheceu que "o perdão não pode ser um substituto para a justiça".

O principal objetivo da viagem de quatro dias do papa a Portugal é visitar um templo em Fátima onde Nossa Senhora teria aparecido seis vezes diante de três crianças pastoras em 1917.

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