Igreja não pode reconhecer divórcios e novas uniões, diz papa

LOURDES - O papa Bento 16 disse neste domingo que a Igreja não poderia reconhecer uniões irregulares de católicos que se divorciam e se casam de novo fora da instituição.

Reuters |

'As iniciativas com o objetivo de abençoar uniões irregulares não podem ser admitidas', disse Bento 16 em um discurso para bispos franceses no santuário da cidade de Lourdes.

A Igreja se esforça para decidir como administrar a questão dos católicos que se divorciam e depois se casam novamente, sem que a primeira união tenha sido anulada, mas querem permanecer inteiramente ativos na Igreja. A anulação do casamento é uma declaração eclesiástica de que a primeira união é nula e inválida.

A Igreja Católica não reconhece o divórcio, considera apenas o primeiro casamento válido e ensina que aqueles que se divorciam e se casam de novo não podem receber a comunhão, a não ser que se abstenham de manter relações sexuais com seu novo cônjuge.

Apesar de bispos de diversos países pressionarem por alguma abertura nesta questão difícil, o papa disse que a Igreja não poderia modificar seus ensinamentos sobre a indissolubilidade do matrimônio porque ele foi instituído por Cristo.

Em outras declarações, o papa ordenou aos bispos que abram espaço para os tradicionalistas que rezam a missa em latim.

Uma decisão papal no ano passado, permitindo a prática mais ampla da missa no estilo antigo -- medida reivindicada por décadas por tradicionalistas, com a oposição dos liberais -- encontrou resistência em alguns países, em especial a França.

Mas o papa se manteve firme em sua posição. 'Todo mundo tem um lugar na Igreja. Toda pessoa, sem exceção, deveria estar apta a se sentir em casa e nunca rejeitada', disse ele sobre aqueles que preferem a missa em latim em vez da nova liturgia nas línguas modernas, introduzida depois do término do Segundo Concílio do Vaticano, em 1965.

Durante uma peregrinação na manhã deste domingo ao santuário de Lourdes, onde os fiéis acreditam que a Virgem Maria apareceu para uma menina camponesa 150 anos atrás, o papa, de 81 anos, disse à multidão que o amor pode ser mais forte do que todo o mal no mundo.

Ele falou para quase 200.000 pessoas de dezenas de países nas imediações do santuário construído no local da aparição em 1858.

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