Igreja cubana revela nomes de 5 dos 52 presos a serem soltos

Após a libertação, prisioneiros viajarão para viver com suas famílias na Espanha; 47 serão soltos em até 4 meses

EFE |

O Arcebispado de Havana confirmou nesta quinta-feira a libertação de cinco presos políticos cubanos do 'Grupo dos 75', cujos nomes foram divulgados em comunicado. Após sua soltura, eles viajarão para viver com suas famílias na Espanha.

Os prisioneiros que serão libertados, todos reconhecidos como presos de consciência pela Anistia Internacional, são Antonio Villarreal Acosta, de 60 anos, sentenciado a 15 anos; Lester González Pentón, de 33, condenado a 20 anos; Luis Milán Fernández, 40, sentenciado a 13; José Luis García Paneque, 45, condenado a 24; e Pablo Pacheco Ávila, 40, sentenciado a 20. Eles "poderão sair rumo à Espanha nos próximos dias", segundo a nota divulgada pela Igreja Católica da Ilha, que não especifica quando serão feitas as libertações.

Moralinda Paneque, mãe de José Luis García, afirmou à AFP por telefone da Província de Tunas que seu filho já tinha sido avisado pelo cardeal Jaime Ortega e ligou para ela para dar a notícia.

Os presos são Antonio Villarreal, 60 anos, condenado a 15 de prisão; Léster González, 33 anos, condenado a 20 de prisão (ambos da província de Villa Clara); Luis Milián, 40 anos e condenado a 13 de prisão (Santiago de Cuba); José Luis García, 45 anos e condenado a 24 (Tunas); e Pablo Pacheco, 40 anos, condenado a 20 (Ciego de Avila).

Pouco antes do anúncio, a Igreja divulgou também os nomes de seis presos que serão transferidos a outras prisões localizadas em suas províncias de residência.

Essas decisões respondem ao compromisso do governo de Raúl Castro anunciado na quarta-feira de libertar 52 presos políticos , no marco de seu diálogo com a Igreja Católica e apoiado pelo governo espanhol, com a visita a Cuba do ministro de Assuntos Exteriores, Miguel Ángel Moratinos. Os demais 47 prisioneiros devem ser libertados gradualmente nos próximos quatro meses.

O diálogo entre a Igreja e o governo foi instalado por Raúl Castro e Ortega em 19 de maio passado, e seu resultado preliminar foi a libertação de um prisioneiro paraplégico e a transferência de outros 12 a suas províncias de residência.

*Com EFE e AFP

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