Igreja Católica norueguesa revela que ex-arcebispo abusou de menino

COPENHAGUE - O ex-arcebispo de Trondheim (Noruega) Georg Müller abusou sexualmente de um menor há 20 anos, revelou nesta quarta-feira a Igreja Católica norueguesa em comunicado.

EFE |

Müller, de origem alemã, tinha abandonado o posto em junho passado por problemas de cooperação na comunidade, mas a verdadeira razão foi o caso de abuso sexual, episódio que tinha mantido em segredo até agora. O caso é o primeiro confirmado na Igreja Católica desse país de maioria protestante.

"A Igreja Católica norueguesa está comovida em seus alicerces. Em primeiro lugar quero expressar minha compaixão com a vítima e a vergonha por parte da Igreja, destacando que Müller atuou contra todas as orientações e promessas que jurou", assinalou em comunicado Bernt Eidsvig, arcebispo de Trondheim e Oslo.

Eidsvig disse que falava em nome do cardeal William Joseph Levada, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

O caso não tinha sido divulgado à opinião pública nem denunciado porque a vítima, atualmente com 30 anos, não o fez e o crime prescreveu pelas leis norueguesas, acrescentou Eidsvig.

A Igreja Católica norueguesa se comprometeu a pagar à vítima um salário anual de entre 400 mil e 500 mil coroas norueguesas (50 mil e 62 mil euros) como indenização, segundo o jornal "Adresseavisen", que nesta quarta-feira publica os detalhes do caso.

Depois de guardar segredo durante duas décadas, a vítima contou a um sacerdote que Müller havia abusado dele quando era sacerdote em Trondheim e ele, coroinha. A Igreja iniciou uma investigação e confirmou as denúncias do jovem.

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